NITERÓI TERÁ PROGRAMA DE CONSCIENTIZAÇÃO SOBRE RESÍDUOS SÓLIDOS
 
 
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A Secretaria de Ambiente, por meio do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), vai realizar em parceria com a Prefeitura de Niterói, através da Fundação de Arte de Niterói (FAN), o programa Niterói EcoCultural, uma ação de conscientização sobre o descarte de resíduos sólidos. A iniciativa, que tem previsão de lançamento para o início de novembro de 2015, vai oferecer atividades e formação a moradores de 20 comunidades de Niterói.

Com atuação em três eixos - Ambiente, Arte e Cultura -, o programa tem o objetivo de alertar a população quanto ao descarte correto do lixo, cujo destino final são os rios e a Baía de Guanabara, além de garantir alternativas de renda para as famílias envolvidas, por meio da reciclagem de materiais. A meta é atingir aproximadamente 5 mil pessoas. Os recursos somam R$1,8 milhões.

As oficinas de educação ambiental serão realizadas pela Fundação de Arte de Niterói (FAN). A entidade também promoverá capacitação profissional - inicialmente de 400 pessoas, no curso de movelaria (EcoDesigner), construção de instrumentos musicais (EcoMúsica) e estilismo (EcoModa), já que geração de renda também é uma das preocupações do programa, que quer promover a cultura da sustentabilidade. O grupo formado poderá multiplicar seus conhecimentos nas comunidades onde residem e trabalhar com a reciclagem de materiais.

“O Niterói EcoCultural vem a somar com o modelo de gestão implantada pelo prefeito Rodrigo Neves, onde questões da pasta do Meio Ambiente são abordadas junto com outros setores como Cultura e Educação, por exemplo. A ideia é levar um olhar social e ambiental para toda a cidade. A questão do lixo é cultural e este programa será uma forma de conscientizar as pessoas de suas responsabilidades com seus lixos e os fins que darão a eles”, ressalta o presidente da FAN, André Diniz.

Os recursos repassados pela Secretaria de Ambiente à Fundação de Arte de Niterói se destinam basicamente às oficinas ecoculturais de promoção de ações educativas para a mudança de cultura em relação ao descarte de resíduos sólidos no ambiente; às capacitações e ao site do programa, cuja proposta é a de estruturar uma rede de colaboradores que discuta temas como a política de reciclagem na cidade, além de divulgar informações dos locais de recebimento de resíduos em Eco Pontos, entre outras iniciativas. Também serão realizadas feiras de negócios para divulgação dos produtos reciclados durante e após a capacitação de movelaria.

“Queremos criar uma nova cultura do descarte de resíduos sólidos. Selecionamos 20 áreas para promover atividades e formação. Podemos citar uma série de iniciativas que serão trabalhadas nas comunidades como, por exemplo, o incentivo à separação de resíduos para reciclagem, a economia de água e energia, a redução da extração de matérias primas e de ações que gerem impactos ambientais. Nossa busca será a de criar uma agenda socioambiental prioritária unindo Ambiente, Arte e Cultura”, explicou o Superintendente Regional da Baía de Guanabara e gerente executivo do programa, Paulo Cunha.

Entre as comunidades contempladas estão Morro da Boa Vista, Morro do Palácio, Morro do Estado, Região da Enseada de Jurujuba (que abrange Charitas, Jurujuba, Cachoeira, Largo da Batalha, Gavião, Jamelão, Igrejinha, Ponte Velha, Maceió, Preventório, Peixe Galo, Cascarejo e Salinas); e Região Oceânica.

Linhas de ação

O projeto conta com duas linhas de ação. Serão realizados 24 encontros ecoculturais durante um ano, promovendo educação ambiental através de diversas formas artísticas, com enfoque na temática ambiental. Haverá oficinas musicais, teatrais, de rádio, de música, mostra de filmes, debates, seminários, entre outras ações, promovendo uma mobilização ecocultural na cidade.

Será realizada também uma ação de formação de pessoas. Para isso, vai ser promovido um curso de capacitação para 400 jovens e adultos de reciclagem de móveis e objetos descartados. O objetivo é que os participantes do curso ao seu término tenham a habilidade de fazer do que se considera lixo e inservível objetos que tenham nova utilidade na sociedade.

Eles desenvolverão habilidades de estofamento de móveis, marcenaria, pintura, tratamento, e soluções criativas para que os objetos descartados sejam transformados e reutilizados. Ao final da capacitação, o objetivo é que as pessoas saiam com a habilidade de utilizar o que aprenderam para realizar serviços. A ideia é estimular a criação de pequenos negócios, estimular empreendedores criativos individuais ou negócios coletivos.

EcoModa e EcoMúsica

Entre os projetos que também serão promovidos pelo Programa EcoCultural dentro da educação ambiental e da capacitação profissional destacam-se o EcoModa e o EcoMúsica. São oficinas teóricas e práticas de capacitação em aproveitamento integral de resíduos sólidos com foco em fabricação de vestuário e de instrumentos musicais, destinadas a jovens regularmente matriculados na rede pública de ensino, residentes na área de abrangência do respectivo núcleo de capacitação, com o objetivo de promover a inclusão social e econômica. Os locais onde serão realizadas as oficinas ainda serão definidos.

O EcoModa se baseia em três eixos de ação: social, empregabilidade e educação ambiental. A moda tem sido uma ferramenta importantíssima de diálogo entre o estado e esses eixos. Como a indústria do vestuário historicamente tem acompanhado e interferido nos movimentos socioculturais, o EcoModa, além de capacitar para o mercado formal da indústria da indumentária também abre janelas para uma discussão sobre a redução do lixo urbano, através da criação de novas possibilidades têxtil, propondo, assim, uma nova possibilidade do “fazer roupa”.

Já o EcoMúsica, sob a coordenação da percussionista Regina Café, estimulará a formação de um grupo musical e associará expressão da cultura popular carioca, como o funk tradicional e o rap, ao tema ambiental, através de ações de arte educação e de reaproveitamento. As atividades serão desenvolvidas ao longo de 15 meses para cada turma de 30 ou 35 alunos, que ao total serão 250 jovens capacitados em toda a cidade.

Serão aulas de música, abordando percepção rítmica, construção de instrumentos com material reaproveitável, composição de letras e melodias, incentivando assim, além da conscientização ambiental, a criatividade, a autoestima, o resgate da cidadania e, consequentemente, a geração de renda.

Uma vez por mês haverá um “aulão” às sextas-feiras, um de manhã e um à tarde, reunindo as turmas de cada turno, aberta ao público e com convidados que farão palestras de educação ambiental e workshops com músicos de expressão nacional. No encerramento de cada módulo, com cinco meses cada um, está previsto um evento onde todo o grupo Eco Música, formado durante o processo, fará uma apresentação artística com músicas compostas com a finalidade de motivar campanhas de conscientização ecológica na comunidade.




Publicado em 09/11/2015






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