NITERÓI LANÇA PROJETO ECOCULTURAL COM FOCO NA RECICLAGEM
 
 
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O Prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, e o Secretário de Estado de Ambiente, André Correa, lançaram, na manhã desta segunda-feira, 9 de novembrro de 2015, no Museu Janete Costa de Arte Popular, o programa Niterói EcoCultural, ação de conscientização sobre o descarte de resíduos sólidos. A iniciativa, que tem previsão de inicio em janeiro de 2016, vai oferecer oficinas culturais e sustentáveis a moradores de 20 comunidades de Niterói.

A solenidade contou também com a presença do vice-prefeito, Axel Grael; do Secretário Municipal de Cultura, Arthur Maia; do presidente da Fundação de Arte de Niterói (FAN), André Diniz; do presidente da Câmara de Niterói, Paulo Bagueira; do Superintendente Regional do Inea, Paulo Cunha, entre outras autoridades.


Fotos de Luciana Carneiro



Com atuação em três eixos - Ambiente, Arte e Cultura -, o programa tem o objetivo de alertar à população quanto ao descarte correto do lixo, além de garantir alternativas de renda para as famílias envolvidas, por meio da reciclagem de materiais. A ideia é aliar a questão da educação ambiental, com medidas que envolvam o social e a cultura para intermediar o hábito de reaproveitamento de materiais sem uso ou danificados. A meta é atingir aproximadamente 5 mil pessoas. Os recursos somam R$ 1,8 milhões e provém do Fundo Estadual de Conservação Ambiental e Desenvolvimento Urbano (Fecam).

Para o Prefeito Rodrigo Neves, ao juntar a questão social com a questão ambiental, Niterói dá exemplo. “Estamos muito felizes com mais essa parceria com a Secretaria de Ambiente do Estado e com o Inea. Unir cultura, social e meio ambiente será uma ótima forma de dialogar com a sociedade, potencializando ações locais e apresentando caminhos”, disse Neves. O Prefeito ressaltou ainda o programa “Se liga”, que incentiva as pessoas a se ligarem a rede de esgoto, também em parceria com o Inea. “Acabo de vir das obras da Estação de Tratamento do Esgoto de Pendotiba e hoje atingimos a marca de 96% do município com rede coletora e esgoto. É a maior do Estado do Rio e a quinta maior do País”, comemorou Rodrigo.

O Secretário de Ambiente do Estado, André Correa, também afirmou que juntar cultura e meio ambiente é fundamental. “A música e a moda são instrumentos de mobilização extraordinários. Temos o desafio de impedir que o lixo chegue a Baia de Guanabara e aos rios e essas oficinas, com uma linguagem própria e contemporânea, vão contribuir com nosso objetivo”, enfatizou Correa.

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O vice-prefeito, Axel Grael, lembrou que Niterói está se tornando uma referência na questão ambiental e que é imprescindível a participação de todas as camadas da população. “Vamos, cada vez mais, transformar a cidade e seu comportamento, através da educação e cultura. As oficinas vão promover um intercâmbio inédito de experiências nessas comunidades”, disse.

Já o Secretário municipal de Cultura, Arthur Maia, falou que o Niterói EcoCultural vem a somar com os esforços da Prefeitura para produzir a consciência do lixo no seu devido lugar.

No lançamento do programa, houve a apresentação dos alunos da oficina EcoMúsica, com instrumentos produzidos a partir de materiais descartados, coordenados pela professora Regina Café, além de desfile com jovens que participam da oficina de EcoModa, ministrado pelo estilista Almir França.

O Programa Niterói Ecocultural:

O projeto Niterói EcoCultural vai promover a capacitação de 400 pessoas. Serão três oficinas realizadas pela Fundação de Arte de Niterói (FAN): EcoModa, EcoMúsica e EcoDesign. Além da capacitação em aproveitamento integral de resíduos sólidos, a geração de renda também é uma das preocupações do programa que quer promover a cultura da sustentabilidade. O grupo formado poderá multiplicar seus conhecimentos nas comunidades onde residem e trabalhar com a reciclagem de materiais. A ação é resultado do acordo de cooperação celebrado entre a Secretaria do Ambiente do Estado e a Prefeitura de Niterói, através da Fundação de Arte de Niterói (FAN).

Com aulas teóricas e práticas, os estudantes vão aprender, num primeiro momento, a fabricar instrumentos musicais e confeccionar roupas e acessórios, a partir do reaproveitamento de materiais descartados sem receber a destinação correta. Além de contribuir com a preservação do meio ambiente e a diminuição da produção de lixo, prevenindo enchentes e deslizamentos de encostas, os cursos promovem a inclusão social e geração de renda aos jovens em situação de vulnerabilidade social.

Entre as comunidades contempladas estão Morro da Boa Vista, Morro do Palácio, Morro do Estado, Morro do Cavalão, Região da Enseada de Jurujuba (que abrange Charitas, Jurujuba, Cachoeira, Igrejinha, Maceió, Preventório, Peixe Galo e Salinas); Região Oceânica, entre outras.




Publicado em 09/11/2015






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