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  SOLAR DO JAMBEIRO: HISTÓRICO
 
 
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O antigo Palacete Bartholdy, hoje conhecido como Solar do Jambeiro, foi construído em 1872 pelo comerciante português Bento Joaquim Alves Pereira, residente no Rio de Janeiro.

Obra típica de uma época de luxo e riqueza, o Solar é um exemplar notável da arquitetura residencial urbana burguesa de meados do século XIX. Em meio à bela chácara arborizada, ergue-se o amplo sobrado, revestido de autênticos azulejos de padrão, típicos das construções portuguesas.



Originalmente e por breve período, serviu como residência de seu construtor, sendo depois alugado ao médico Júlio Magalhães Calvet. De maio de 1887 a março de 1888, foi ocupado pelo pintor Antônio Parreiras que, em seguida, construiria sua residência própria, nas proximidades do solar. Em 1892, Bento Joaquim vendeu a propriedade ao diplomata dinamarquês Georg Christian Bartholdy, que exerceu a função de consul do Brasil em Copenhagem entre os anos de 1912 e 1918.

Tendo em vista as frequentes ausências decorrentes da atividade profissional de seu novo proprietário, ao longo de quase trinta anos, o belo sobrado foi alugado a famílias e utilizado em atividades diversas. Em 1903, sediou o Clube Internacional, agremiação de caráter recreativo cultural, que reunia a sociedade niteroiense e as colônias estrangeiras; entre 1911 e 1915, esteve alugado ao Colégio da Sagrada Família; em 1918, foi ocupado por Pedro de Sousa Ribeiro, da Guarda Nacional. Finalmente, a partir de 1920, a família Bartholdy passou a residir no palacete, quando foram introduzidas modificações no interior do imóvel.

Em 1950, Vera Fabiana Bartholdy Gad, filha do diplomata, adquiriu a parte pertencente a seus irmãos. Em 1974, a propriedade foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), graças a parecer técnico do eminente arquiteto Augusto Carlos Silva Telles. Após o falecimento da Sra. Vera Gad, em 1975, seu único filho, Egon Falkenberg e sua esposa Lúcia, herdaram o palacete. Foi Lúcia Piza Figueira de Mello Falkenberg quem primeiro deu utilização cultural ao então Solar Bartholdy, nele promovendo saraus literários e musicais, assim como exposições entre meados da década de 1970 e 1988. Neste último ano, foram leiloados todos os móveis, quadros e demais objetos de decoração.







Durante as décadas de 1980 e 1990, o solar esteve fechado, sendo eventualmente arrendado para atividades inadequadas, o que acelerou sua descaracterização e deterioração. Em 12 de agosto de 1997, o Solar do Jambeiro foi desapropriado pela Prefeitura Municipal de Niterói com o intuito de resguardar a sua integridade física e restaurar os aspectos arquitetônicos originais motivadores de seu tombamento.

Em 22 de novembro de 2001, o Solar do Jambeiro foi aberto ao público após minucioso e exemplar processo de restauração realizado por uma equipe multidisciplinar coordenada pelo restaurador Cláudio Valério Teixeira e supervisionada pela arquiteta Maria Regina Pontin de Mattos.







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