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Um dos maiores paisagistas e marinhistas de sua geração, Antônio Rafael Pinto Bandeira nasceu em em Niterói, em 1863, e faleceu de forma trágica, em sua cidade natal, em 16 de agosto de 1896, lançando-se de uma barca na baía da Guanabara. Contemporâneo de Antônio Parreiras e descendente de escravos - seu pai era alfaiate -, Pinto Bandeira, dedicou-se também ao magistério além de pintar com competência retratos e naturezas-mortas.

De 1879 a 1887, frequentou a Academia Imperial de Belas Artes, onde foi aluno de Zeferino da Costa, tendo como colegas Rafael Frederico, Oscar Pereira da Silva, Hilariao Teixeira, Eliseu Visconti, Batista da Costa e Rosalvo Ribeiro. Em 1886 realizou na Academia sua primeira mostra individual, quando revelara-se artista já seguro do seu métier, dono de uma personalidade marcante - embora não contasse senão 23 anos. Apesar de não ter sido aluno de Georg Grimm, é considerado um fiel seguidor dos mais fiéis seguidores do realismo paisagístico do mestre.

Uma Chácara em Niterói (1887). Clique para ampliar
Participou diversas vezes da Exposição Geral de Belas Artes, tendo conquistado diversos prêmios, entre eles a Menção Honrosa em Modelo Vivo (1883); Grande Medalha de Ouro, em pintura histórica (1884) e Imperatriz do Brasil (1885), criado cinco anos antes pelo Comendador Caetano de Araújo.

Em 1887 inscreveu-se no concorrido concurso "Viagem à Europa" não sendo classificado. Como o resultado foi contestado, entre outros pelo escultor e professor mexicano naturalizado brasileiro, Rodolfo Bernadelli, Pinto Bandeira foi compensado com a aquisição pelo governo de duas de suas obras, hoje pertencentes à Pinacoteca do Museu Nacional de Belas Artes: "Habitação na Raiz da Serra" e "Chácara em Niterói".

Ainda em 1887, por indicação de Firmino Monteiro, mudou-se para Salvador, onde, durante dois anos lecionou no Liceu de Artes e Ofícios. No Liceu, em 1989, expôs 15 quadros, entre paisagens, santos e figuras, entre as quais São Jerônimo, Judas Iscariotes, Muçulmano em Oração, Paisagem de Niterói, Marinha - Pedra Furada e Retrato do Aluno Conceição.

Em Salvador pintou algumas das mais importantes paisagens de sua obra e chegou a sugerir ao governo da Bahia a criação de uma Escola de Belas Artes de Salvador, com um curso de Arte Sacro-decorativa, que seria por ele ministrado.

Habitação na raiz da Serra da Estrela (1884). Clique para ampliar
Retornando em 1980 depois dessa mostra a Niterói, Pinto Bandeira deu continuidade à sua carreira de pintor, ao mesmo tempo em que se esforçava por criar, na cidade, uma Escola de Belas Artes. Em 1890 e 1894, participou da Exposição Geral de Belas Artes, na Escola Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro. Em 1892, por ocasião de uma grande ressaca, pintou uma admirável tela mostrando o mar em fúria.

O fracasso da tentativa de criar uma Escola em sua cidade natal, aliado a seu temperamento naturalmente arredio e melancólico, pode ter contribuído de modo preponderante para o seu trágico fim. Falecido no dia 16 de agosto, seu corpo só foi encontrado 12 dias depois, sendo sepultado sem maiores formalidades, em virtude do estado de decomposição do corpo. Os jornais, bem como a família, admitiram a hipótese de suicídio.



Postumamente, integrou as seguintes mostras coletivas: Exposição Retrospectiva da Pintura no Brasil (1948) e 150 Anos de Pintura de Marinha na História da Arte Brasileira (1982), ambas no Museu Nacional de Belas Artes, e a sala especial A Paisagem Brasileira até 1900, organizada por Rodrigo M. F. de Andrade para a Bienal de São Paulo de 1953. Também foi um dos homenageados nas mostras "Negros Pintores", no Museu Afro Brasil (2008), e "Pintores Negros do Século XIX" (2000), na Pinacoteca do Estado de São Paulo.

Em 1953, Jefferson Ávila Júnior, diretor do Museu Antônio Parreiras, em Niterói, organizou naquela casa de arte uma exposição retrospectiva de sua obra. Integra os acervos do Museu Nacional de Belas Artes e do Museu Antônio Parreiras.

Em homenagem às Relações Diplomáticas entre o Brasil e a Geórgia, em 2013 foi lançado um selo comemorativo, tendo estampado na imagem referente ao Brasil, a obra "Lenhador" (1890) de Pinto Bandeira e uma de Niko Pirosman (que representa a Geórgia).

"Lenhador" (1890) de Pinto Bandeira e uma obra de Niko Pirosman. Clique para ampliar


    Crítica "As paisagens de Pinto Bandeira aproximam-se das de Caron, Vasquez e Firmino Monteiro, pela qualidade e pelo colorido. Delas já se falou serem exatas reproduções de sítios naturais, o que lhes empresta inegável valor iconográfico. Na verdade, Pinto Bandeira vai muito além da mera cópia verista, pois, paisagista extremamente sensível, fez uso de uma fatura e de um colorido admiráveis. Se mais não chegou a realizar, foi porque morreu muito moço, sem ter a oportunidade de viajar até a Europa para ali estudar, cotejando as obras dos grandes paisagistas com as suas. Tímido e sem força para impor-se a um meio indiferente, lutou quanto podia, e depois abdicou voluntariamente da carreira e da vida, não sem antes ter construído sua pequena obra de paisagista, da qual ressalta a Natureza observada com melancolia." JOSÉ ROBERTO TEIXEIRA LEITE. Dicionário Crítico da Pintura no Brasil. ArtLivre, Rio de Janeiro, 1988

    "Há nestas paisagens aquele sentido verista exigido por Grimm e que lhes empresta, hoje, inegável valor histórico. Neste particular, pelo que reproduzem das velhas restingas, dos morros, das gargantas e dos atalhos da antiga Praia Grande, estes quadros de Pinto Bandeira valem por admiráveis documentário da cidade". VOL. 1 DOS ANAIS DO MUSEU ANTÔNIO PARREIRAS, publicado em 1952 - 1953







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