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Atriz, Leila Roque Diniz nasceu em 25 de março de 1945, em Niterói, onde passou a maior parte de sua vida. Leila é reconhecida como uma das principais figuras que combateram a repressão e o machismo no país, deixando sua marca ao quebrar paradigmas no que se refere aos costumes da sociedade brasileira da época.

Leila, depois de uma curta atividade como professora, quando ensinava, desde os 15 anos, crianças do maternal e jardim de infância, iniciou sua carreira como atriz aos 17 anos, no Teatro. Sua primeira experiência na área foi na peça infantil “Em Busca do Tesouro”, dirigida por seu marido e cineasta Domingos de Oliveira, com o qual tinha ido morar ainda nesta época e com quem trabalhou em outras montagens, como “Todas as Mulheres do Mundo”, de 1966.

Em 1963, trabalhou como corista em um show de Carlos Machado e, pouco depois, estreou como atriz dramática, contracenando com Cacilda Becker em “O Preço de um Homem”, peça realizada em 1964. No ano seguinte, encerrou seu casamento com Domingos de Oliveira e deu início à sua carreira na TV, começando a atuar em papéis menores em produções da TV Globo.

Teve papéis significativos em "Eu Compro essa Mulher" e "O Sheik de Agadir", de Glória Magadan, que lhe renderam projeção nacional. A partir daí, contou com participações em doze novelas da TV Globo, TV Excelsior e TV Tupi, além de ter atuado como modelo de propaganda de marcas como Coca-Cola e produtos como sabonetes e creme dental.

Não demorou para que logo passasse a trabalhar no Cinema, participando do elenco de “O Mundo Alegre de Helô”, dirigido por Carlos Alberto de Souza Barros. Ao todo, participou de 14 filmes e tornou-se musa do embrionário cinema novo, movimento que propunha o rompimento dos padrões estéticos adotados até então com base forte no modelo hollywoodiano.

Leila quebrou tabus de uma época em que a repressão dominava o Brasil, ao exibir a sua gravidez de biquíni e também chocando o país conservador ao proferir a frase "transo de manhã, de tarde e de noite", entre outras afirmações igualmente polêmicas e progressistas. Em 1969, em entrevista ao jornal alternativo Pasquim, motivou a lei de censura prévia, apelidada de Decreto Leila Diniz, produzida pelo ministro da Justiça, Alfredo Buzaid.

Perseguida pela ditadura, Leila ficou desempregada e precisou se esconder no sítio do apresentador Flávio Cavalcanti, que a convidou para ser jurada em seu programa na TV Tupi. Meses depois, Leila reabilitou o Teatro de Revista, e começou uma curta e bem sucedida carreira de vedete, recebendo de Virgínia Lane, posteriormente, o título de Rainha das Vedetes, além de ter sido eleita, no carnaval de 1971, Rainha da Banda de Ipanema.

Faleceu, prematuramente, em um desastre de avião, no dia 14 de julho de 1972, aos 27 anos, quando voltava de uma viagem à Austrália. A atriz Marieta Severo e o compositor e cantor Chico Buarque de Holanda, seus amigos, cuidaram da filha de Leila Diniz e Ruy Guerra, durante muito tempo, até o pai ter condições de assumir a filha, Janaína Diniz Guerra.

Por sua carreira, sua história e seu legado, Leila Diniz entrou para a lista 10 Grandes Mulheres que Marcaram a História do Rio, além de ter sido homenageada pela cidade de Niterói ao dar nome à Sala de Cultura Leila Diniz, localizada no centro do município, e à Medalha Leila Diniz, promovida pela Câmara Municipal de Niterói.






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