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PASCHOAL CARLOS MAGNO

Paschoal Carlos Magno




Filho dos italianos Nicolau Carlos Magno e Dona Filomena Campanella Carlos Magno, Paschoal Carlos Magno nasceu no Catete, bairro da cidade do Rio de Janeiro, em 13 de janeiro de 1906. Falecido na mesma cidade em 24 de maio de 1980, Paschoal foi diplomata de carreira, mas teve como grande paixão as artes, e, em especial, a literatura e o teatro.

Aos doze anos de idade já lançava um livro de versos, e aos vinte recebe seu primeiro prêmio da Academia Brasileira de Letras: menção honrosa pelo livro "Drama da alma e do sangue". Em 1929, Paschoal e Ana Amélia Carneiro de Mendonça fundam a Casa do Estudante do Brasil, na cidade do Rio de Janeiro, para estudantes sem recursos. Quando Paschoal cursava o último ano de ciências jurídicas e sociais percorre sozinho, em oito meses, o norte do país. Promove feiras de livros, conferências, visita prefeitos, governadores, intelectuais e o povo, convidando-os a ajudarem a Casa do Estudante do Brasil.

A capa do programa do espetáculo Pierrot, de Paschoal Carlos Magno
Em 1931 recebe da ABL o primeiro prêmio em Teatro, com a peça "Pierrot". Neste mesmo ano, atua no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, no elenco da peça "Adão, Eva e outros membros da família", de Álvaro Moreyra, em benefício da Casa do Estudante. Dois anos depois recebe sua primeira missão no exterior: é enviado para Manchester, Inglaterra, como auxiliar do Consulado. Chegaria ao posto de vice-cônsul naquela cidade, no ano seguinte. Permaneceu na Inglaterra até 1937, quando, então, retornou ao Brasil.

Teatro do Estudante do Brasil

Em 1938 fundou o Teatro do Estudante do Brasil, uma de suas maiores criações. Dali sairiam artistas como Sérgio Cardoso, Sérgio Brito, Maria Pompeu entre outros. As peças apresentadas iam de Shakespeare a Edmund Rostand. Uma de suas maiores ousadias foi lançar Sérgio Cardoso, então amador, no papel de Hamlet, mas ousadia sempre foi uma de suas marcas.

A guerra leva Paschoal de volta à Inglaterra, como 2º secretário da embaixada de Londres. Lá seria nomeado representante brasileiro no Congresso Internacional do Pen Clube, uma das mais antigas associações de escritores do mundo. Em Londres publica o romance 'Sun Over the Palms', com entusiástica acolhida e elogios de Wells, Gilbert Murray, Clement Dane, Priestley, Macaulay, Robert Lind, Neumann, Yolanda Foldes, Edith Sitwell e outros. De férias no Brasil, cria em 1944 um "Curso de férias no Teatro", que, originalmente projetado para o Teatro Fênix, acaba percorrendo o Brasil e criando polêmica por abordar temas como "O Teatro e a Censura’. De volta a Londres, vê sua peça "Amanhã será diferente’ encenada no Lindsay Theatre, e elogiada como "peça brasileira de qualidade".

Paschoal Carlos Magno, vice-cônsul do Brasil, em Liverpool (Inglaterra), 1940
Em 1947 volta ao Brasil e retoma a direção do Teatro do Estudante, que estava a cargo de Maria Jacinta e José Jansen. Assina também a coluna teatral dos jornais "Democracia" e "Correio da Manhã". Produz o "Festival Shakespeare" em 1949, revelando não só atores, mais diretores, cenógrafos e figurinistas. Patrocina também o "Coral Bach", onde destacavam-se Roberto de Regina e Dante Martinez.

Paschoal era um grande mecenas, mas passou por grandes dificuldades. Nessa época redige um artigo "Despedida de um fracassado" onde fala das dificuldades de manter o Teatro do Estudante. Esteve ao ponto de vender suas posses para saldar os compromissos financeiros, mas a repercussão do artigo foi tão grande que o Teatro pode continuar.

Em 1950 é eleito vereador pelo Distrito Federal com expressiva votação. Na Câmara, é respeitado pelos pares, devido à ação moralizadora que impõe à Casa como Primeiro Secretário. Em 1952, o TEB percorre o norte, nas capitais apresenta repertório de Sófocles, Eurípedes, Shakespeare, Ibsen, Gil Vicente, Martins Pena, sem ajuda oficial.

Paschoal e a sobrinha Bebel
O nascimento do Teatro Duse

Na casa em Santa Teresa, inaugura, em 1952, o Teatro Duse, com 100 lugares, diminuto palco e sem bilheteria. Ia-se a ele por convite. Nos intervalos havia coleta para a cantina dos estudantes do grupo de teatro que atuava. O teatro lançou atores, diretores, cenógrafos, figurinistas, eletricistas, autores, obtendo prestígio dentro e fora do Brasil.

Em 1955 abandona a política e retorna à diplomacia, sendo designado para Milão, Itália. Logo é chamado de volta para continuar sua obra em favor do teatro. Até o Itamaraty reconhecia a importância de seu trabalho.

Em 1956, completa o cinquentenário fora do país. No Rio de Janeiro, uma semana de celebrações. A União Nacional dos Estudantes o aclama "Estudante Perpétuo do Brasil". Seu busto, obra de Miguel Pastor, iniciativa do Teatro Rural dos Estudantes, em Campo Grande, bairro localizado na Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro, é inaugurado pelo Presidente Juscelino Kubitschek.

Paschoal fecha o Teatro Duse, em 1957, e confessa: "É uma pena. Era o único teatro-laboratório do Brasil. Poucos o ajudaram materialmente". Em 1958, recebe o prêmio Apolo, da Sociedade Teatro e Arte, como figura principal do teatro. Em 1957, Paschoal organiza e dirige o I Festival Nacional de Teatro de Estudantes, em Recife (PE), com 800 participantes. Promove o primeiro "Julgamento de Personagens", Hamlet e Otelo, encarnados por Sérgio Cardoso e Paulo Autran.

Paschoal Carlos Magno na cerimônia de entrega do Prêmio Nicolau Carlos Magno, no Teatro Duse, em 1953
Em 1959, realiza o II Festival Nacional de Teatro de Estudantes, em Santos (SP), com a presença de 1.242 participantes. Em outro "Julgamento de Personagens", Elizabeth da Inglaterra e Mary Stuart são interpretadas por Henriette Morineau e Cacilda Becker. Em 1960, o III Festival Nacional de Teatro de Estudantes, em Brasília (GO), conta com 23 grupos teatrais.

Em 1962, realiza o IV Festival Nacional de Teatro de Estudantes, em Porto Alegre (RS), com mil presenças. Organiza o I Encontro das Escolas de Dança do Brasil, em Curitiba (PR). Torna-se um dos patronos da Nova Jerusalém, em Pernambuco. A área de 72.000m² é adquirida com a contribuição do Conselho Nacional de Cultura.

Sob os auspícios do Ministério da Educação e Cultura, em 1964, promove a "Caravana da Cultura": 256 participantes, em oito ônibus, seis automóveis, dois caminhões, toneladas de livros e discos, e uma kombi com exposição. A "Caravana" atravessa Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Sergipe e Alagoas. Participam os Teatros de Estudantes do Paraná, Brasília, Goiânia, o Quinteto da Villa-Lobos, os grupos de dança da Escola Leda Iuqui, Toni Petzhold, o Conjunto Internacional Gaúcho de Folclore. Foram mais de 274 espetáculos em praças, igrejas, escolas, orfanatos, asilos e colégios.

Aldeia Arcozelo

Secretário Geral do Conselho Nacional de Cultura, presidente de honra de diversas instituições culturais por todo o país, e um dos "40 notáveis no Brasil", Paschoal fundaria aquele que seria o seu maior projeto: A Aldeia Arcozelo. Destinada a ser um centro de repouso para artistas e colégio de artes, a Aldeia foi numa fazenda em Paty de Alferes, onde ergueram-se teatros (um ao ar livre e outro fechado), sala de música, biblioteca, coreto, oficinas, refeitório e dormitórios.

A Aldeia, registrada como Fundação João Pinheiro, pode receber cerca de duzentos hóspedes e, consta que, nos seus áureos tempos, recebeu muito mais. No entanto, um projeto deste porte requer muito mais que dedicação. Em sua construção Paschoal colocou sua vida e seus bens. O piano de cauda de sua casa em Santa Teresa foi vendido para construir a piscina da Aldeia e, a rigor, todos os seus bens tiveram o mesmo destino: A venda para a manutenção de seu sonho.

Paschoal Carlos Magno mostra a Aldeia de Arcozelo para visitantes


Em 1974, Paschoal cria a "Barca da Cultura", que visita 57 cidades do norte, nordeste e centro-oeste. Nos 45 dias do Rio de Janeiro-Belém do Pará, 200 artistas participam. O ônibus e a barca visitam cidades do Rio São Francisco. À frente da Orquestra Jovem do Theatro Municipal, o maestro Prates. Participa o Ballet Stagium, com Décio Otero e Marika Gidali, entre outros. Livros e discos são distribuídos a escolas e bibliotecas.

Reabre o Teatro Duse, em 1975, mas só uma peça é apresentada, por problemas financeiros. A Aldeia de Arcozelo lhe consome os bens. Em 1978, dois anos antes de seu falecimento, Paschoal vende a casa de Santa Teresa para pagar dívidas da Aldeia. No ano seguinte, endividado, ameaça: "Já que não me ajudam os poderosos, vou tocar fogo na Aldeia". O Brasil inteiro enviou notas de um cruzeiro para salvar tão maravilhoso espaço cultural.



Publicado em 15/05/2013


Publicado emCentro Cultural Paschoal Carlos Magno
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