JURUJUBA
 
 
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Área: 2,53 km2
População: 2960 habitantes (IBGE 2000)

Situado a Leste da entrada da Baía de Guanabara, o bairro de Jurujuba é uma península cercada pelas águas oceânicas e da própria baía, limitando-se por terra com Charitas, próximo ao cruzamento entre Avenida Carlos Ermelindo Marins e o caminho para o Forte Imbuí; e com Piratininga, pela linha de cumeada do Morro do Ourives.

Na área há o predomínio de morros, variando suas altitudes de 39m (Morro do Lazareto) a 263m (Morro do Macaco). Elevações que se estendem até a orla, muitas vezes sob a forma de escarpas rochosas que terminam abruptamente no mar, entremeadas de pequenas enseadas e praias. A parte plana é pouco significativa, à exceção da área conhecida como Várzea. Em algumas partes ainda existe cobertura vegetal.

A ocupação inicial do lugar, no período colonial, deu-se com a distribuição das terras a sesmeiros, registrando-se também a presença de jesuítas. Naqueles tempos foi significativa a extração de madeiras. Entretanto, a topografia e a localização de Jurujuba explicam a função desempenhada pelo lugar na história da cidade, destacando-se o estabelecimento de uma colônia de pescadores e a criação de um sistema de defesa para proteger a entrada da Baía de Guanabara das invasões que ocorreram a partir do séc. XVI.

O sistema de defesa é integrado pela Fortaleza de Santa Cruz e pelos Fortes Rio Branco, Imbuí e São Luís — este último conhecido como Forte do Pico, por estar localizado num platô na parte superior do Morro do Pico. Todo este sistema protegendo a entrada da Baía de Guanabara é de grande importância histórica e arquitetônica, destacando-se a Fortaleza de Santa Cruz. A origem da Fortaleza data de 1555, com a colocação de dois canhões por Villegaignon, que comandou a invasão francesa ao Rio de Janeiro. Com a expulsão dos franceses, os portugueses se preocuparam em ocupar o lugar e realizaram obras de ampliação, denominando-o de Bateria de Nossa Senhora da Guia. Ao longo dos anos, obras foram sendo realizadas dotando-o de novas instalações e armamentos, trazidos da Europa. Foram construídas casamatas, paiol, calabouço, a "Cova da Onça" (destinada a tortura de presos), a capela de Santa Bárbara e instalados canhões poderosos.

Em 1943 foi aberta a Estrada General Eurico Gaspar Dutra, em plena rocha granítica, permitindo acesso de veículos por Jurujuba, pois antes o local só era acessível por mar e por um estreito caminho na pedra. A Fortaleza, pelo seu isolamento, serviu como prisão em várias épocas da história e nela ficaram recolhidos nomes ilustres do cenário político brasileiro.

Hoje a Fortaleza e os canhs, tombados pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, constituem locais de visitação pública, sendo importante pólo turístico da cidade.

As atividades pesqueiras, o aparecimento de restaurantes e clubes, a expansão da ocupação urbana com a favelização das últimas décadas, concorreram para a diversificação das características de Jurujuba.

Fonte: Niterói-Bairros - Secretaria Municipal de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia de Niterói - 1991




Publicado em 28/06/2013







ÍNDICE DOS BAIRROS DE NITERÓI

REGIÃO DA BAÍA REGIÃO NORTE REGIÃO PENDOTIBA REGIÃO LESTE
Ponta D'Areia Ilha da Conceição Ititioca Muriqui
Centro Barreto Largo da Batalha Rio do Ouro
São Domingos Santana Maceió Várzea das Moças
Gragoatá São Lourenço Sapê
Boa Viagem Engenhoca Badu REGIÃO OCEÂNICA
Ingá Fonseca Cantagalo Jardim Imbuí
Morro do Estado Cubango Maria Paula Piratininga
Icaraí Tenente jardim Matapaca Cafubá
Fátima Viçoso Jardim Vila Progresso Jacaré
Pé Pequeno Baldeador Santo Antônio
Santa Rosa Caramujo Camboinhas
Vital Brazil Santa Bárbara Serra Grande
Viradouro Maravista
São Francisco Itaipu
Cachoeira Engenho do Mato
Charitas Itacoatiara
Jurujuba





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