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Série Antonio Parreiras, capítulo 2

Ontem, na Série Antônio Parreiras, narramos como o artista surgiu para o público niteroiense, pintando o pano de boca do Theatro Santa Thereza. Artista rebelde da Academia Imperial de Belas Artes, Parreiras acabou por integrar, ainda em 1884, um grupo formado em torno de seu grande mestre, o paisagista alemão Georg Grimm. O Grupo Grimm representou uma renovação na pintura de paisagem no Brasil daquele tempo.

O artista recebeu uma boa crítica no jornal "A Gazeta de Notícias", em dezembro de 1884, quando expôs na carioca Galeria Moncada, a obra "Um túmulo no Alto da Serra de Theresopolis". Em janeiro do ano seguinte, abriu pela primeira vez seu ateliê, na Rua Santa Rosa nº 27, à visitação. O poeta Alfredo Azamor, que usava em sua coluna, em O Fluminense, o pseudônimo de Genesdio, foi conferir seus trabalhos e comentou:

    "A 'Ponta do Gragoatá uma lapada que lhe valeu um abraço de Grimm, seu provecto mestre, é para Genesdio a revelação de que Antonio Parreiras ha de ser um artista de genio e um orgulho da patria" (O Fluminense, 25 de janeiro de 1885, grafia original)

Em junho, o artista realizou uma exposições individual na loja "A Photografia", na rua da Conceição, em Niterói. O Jornal O Fluminense aceitou o convite do artista para visitar a mostra:

    "Em todos os trabalhos que o estudioso artista submetteu á apreciação publica, notamos a grande habilidade que tem o Sr. Parreiras, maximé para a pintura de pedras, agua e aréa. [...] Quanto a nós, cabe o dever de felicitar o jovem artistas pelas suas bellas paysagens, com especialidade as que representam o 'Maruy Pequeno', 'Um Lago em São Vicente' e 'A Foz do Rio Icarahy'." (O Fluminense, 7 de junho de 1985, grafia original)

Com seu talento sendo reconhecido por todos, no mesmo mês, Parreiras abriu sua primeira exposição individual na Côrte, como bem reportou o jornal carioca "O Paiz":

    "O Sr. Antonio Parreiras, moço de muito talento e que incontestavelmente é um payzagista delicado e correcto, expos á rua sete de setembro, na conhecida casa de Wilde, dez quadros dignos de apreciação. Não menospprezando o merecimento de outras de suas telas, temos a dizer que a 'Fóz de Icarahy' é o primeiro d'entre os seus quadros. Trabalho 'd'après nature', como todas as payzagens, representa o logar onde o rio de Icarahy liga-se ao oceano. A margem esquerda do rio é bordada por uma vegetação luxuriante; á margem direita no segundo plano, percebe-se o terraço de uma casa que se occulta por entre os ramos das arvores que a rodeiam. É muito verdadeiro o reflexo desta margem por sobre o espelhamento calmo das aguas. Ao fundo destaca-se a nossa bahia envolvida pela distancia em um nevoeiro azulino. Há uma feliz distribuição de luz por todo este quadro. Que bello é aquelle céo! Como é bem pintado, como é leve e consolador! Emfim a Fóz de Icarahy é um quadro magnifico. Aceite o distincto payzagista os nossos comprimentos e continúe a trabalhar." (O Paiz, 16 de Junho de 1885, grafia original).

E foi justamente a obra 'A Foz do Rio Icarahy' que encantou o imperador Dom Pedro II, que a comprou em sua visita à exposição que Parreiras realizou no ateliê do fotógrafo português Joaquim Insley Pacheco, um dos mais importantes retratistas do século XIX no Brasil e fotógrafo da Casa Imperial.

Mas a repercussão dessa exposição é assunto para depois.


Série Histórica Antonio Parreiras

Capítulo 1 - O Panno de Bocca do Santa Thereza
Capítulo 2 - A Foz do Rio Icarahy
Capítulo 3 - O Barrista
Capítulo 4 - Os preparativos para a imersão na Europa







José Mattoso Maia Forte
Os preparativos para a imersão na Europa
O Barrismo
As imagens perdidas do "panno de bocca" do Theatro Santa Thereza
Ítalo Campofiorito (1933-2020)


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