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  LYAD DE ALMEIDA LANÇA LIVRO SOBRE OS CAFÉS NITEROIENSES
 
 
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Telefone ao menos uma vez 34-4333...". A homenagem ao Café Bahia, em Vila Isabel, no Rio, eternizada por seu mais ilustre frequentador, o compositor Noel Rosa, é apenas um exemplo da vida cultural que fervia nos cafés das primeiras décadas deste século. Como no Rio. Niterói também tinha os seus cafés, concentrados no quarteirão da Rua Visconde do Rio Branco, entre a ruas Coronel Gomes Machado e da Conceição (antes da Av. Amaral Peixoto).

Café Londres, Café Brasil e o singular Café Paris - o 'Cafelogeu', reduto da nata da intelectualidade da cidade. Eram boêmios por convicção, liderados pelo poeta e humorista Luiz Antônio Gondin Leitão, ou simplesmente Lili Leitão, o Lamartine Babo niteroiense. A agitação da época está no livro 'Lili Leitão, O Café Paris e a Vida Boêmia de Niterói' (Niterói Livros), que o escritor Lyad de Almeida, lança amanhã, às 20h, na Sala Carlos Couto, ao lado do Teatro Municipal.

Bordéis

O livro se divide em três partes. A primeira passa em revista as histórias dos cafés niteroienses, seus frequentadores, a vida de Lili Leitão e o discreto charme dos bordéis da cidade. Trata-se de uma coletânea de crônicas que escreveu para o jornal 'O Fluminense nos anos 1980'.

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Sobre os bordéis, aliás, há passagens engraçadíssimas, como a da visita do então presidente Eurico Gaspar Dutra à casa do jornalista José de Matos, dono do Diário da Manhã. Dutra não sabia onde Matos morava. Sem pudor, o jornalista pôs-se a explicar: "É muito simples presidente. É só perguntar no Fonseca onde fica o bordel da Dadá, que todo mundo sabe". Não deu outra: pela dica, Dutra acertou direitinho o local.

Mas são as histórias sobre Lili Leitão que mais atraem. "Conto um pouco sobre quem foi este personagem importante da nossa cultura, e que andava esquecido pelo tempo", explica Lyad, que lembra, no capitulo 14, a relação do boêmio com o carnaval. Nesta época, ele se desdobrava para fazer o 'Almofadinha', um jornal em que derramava sua verve poética, inclusive em anúncios publicitários transformados em marchinhas. Era do Almofadinha que conseguia dinheiro para pular o carnaval.

Sonetos

Na segunda parte do livro, o escritor faz uma antologia poética de Lili. São quadras e sonetos marcados pelo humor imbatível do poeta, que, segundo Lyad, tem sido "apossados indiscriminadamente por falsos humoristas da televisão e do rádio". Na terceira e última parte, Lyad mostra-se um exímio memorialista, registrando fatos de uma cidade "que ainda existe na alma de todos aqueles que viveram antes da Ponte Rio-Niterói", como define no prefácio, o presidente da Funiarte, Luiz Antônio Mello.

São 16 pequenas crônicas, em que o escritor passeia pela época em que se podia catar estrelas-do-mar e conchas na Praia de Icaraí. Lyad lembra das grandes procissões para Nossa Senhora Auxiliadora, promovidas pelo Colégio Salesiano, o "Salé", e dos inesquecíveis footings de Icaraí. Aliás, foi nesses footings que conheci a mulher da minha vida, com quem estou casado ha 50 anos", lembra.


SERVIÇO

Lançamento de 'Lili Leitão, O Café Paris e a Vida Boêmia de Niterói'
De Lyad de Almeida
Data: 10 de junho de 1996, segunda-feira
Horário: 20h

Local: Sala Carlos Couto, anexo ao Theatro Municipal
Rua XV de Novembro, 35, Centro - Niterói






Tags Lyad de Almeida, Lili Leitão,






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