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Jornalista, repórter-fotográfico, relações públicas, publicitário, cerimonial público e homem de promoções, Carlos Ruas foi um dos mais atuantes personagens da cultura na antiga capital fluminense. Filho de portugueses, Ruas nasceu na Lapa, mudou-se para Portugal com 4 anos e retornou ao Rio, com 17 anos, para servir ao Exército, mas foi dispensado por excesso de contigente. Desembarcou na Praça Araribóia com 22 anos.

De variadas tramas é composta a personalidade de uma cidade. Concursos de beleza, disputas políticas, bailes de máscara, avanços científicos, revoltas populares, conquistas sociais, toda espécie de acontecimentos molda e forma, a um só tempo, a história de uma sociedade. Carlos Ruas presenciou e eternizou estes e outros fatos marcantes da trajetória de Niterói, assim como as lentas mudanças cotidianas que, ao longo do tempo, transformam a paisagem urbana e as relações sociais.


Niterói de Outros Tempo, por Carlos Ruas




Sua atividade teve início na revista "Lusitâna", editada no então Estado da Guanabara, em 1952. Em 1954 ingressava no jornal "O Estado", o mais importante diário de Niterói, integrante das empresas incorporadas ao Patrimônio da União da qual faziam parte também a Rádio Nacional, A Noite e a revista "Noite Ilustrada", nesta algumas de suas reportagens foram publicadas.

Loja de fotografia de Carlos Ruas em Niterói, em meados dos anos 1950.
Teve ainda participação destacada como redator social nos jornais "Diário Fluminense", "Correio Fluminense" e "Sete Dias" e as revistas "Guanabara Fluminense" e "Atualidade", todos extintos. Atuou no programa de Aerton Perlingeiro, da TV Tupi. Se aposentou depois de trabalhar 35 anos no jornal "O Fluminense" onde ocupou os cargos de colunista social, gerente de promoções e publicitário.

Carlos Ruas foi ainda técnico de comunicação social da Secretaria de Estado de Saúde e Assistência, onde ocupou o cargo de chefe do Serviço de Divulgação e Documentação no período de 1963/75m assessor de imprensa da diretoria regional do FUNRURAL 1976/79, coordenador do cerimonial da Prefeitura Municipal de Niterói 1981/88 e também o primeiro a ocupar o cargo de relações públicas da municipalidade. Entre 1982 e 83 foi interventor do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro. Sócio da Associação Brasileira de Imprensa – ABI desde 1956.

Almiro Barúna mostra uma das máquinas fotográficas de sua coleção a Carlos Ruas, anos 1970.
Teve também intensa vida social como diretor dos clubes Central, Regatas Icaraí, Português, Lions Clube, Rotary Clube, Elos Clube, Associação Fluminense de Jornalistas, Sindicato dos Jornalistas, Associação de Pais e Mestres do Instituto Abel, Comitê Fluminense dos Companheiros das Américas.

Sócio benemérito da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Niterói, sócio honorário do Country Club de Niterói, da Associação Brasileira de Relações Públicas, do Lions Clube e do Rotary Clube de Niterói, do Estado de Martland (USA) título concedido pelo então governador J. Milard Tawes, pelos relevantes serviços prestados ao intercâmbio cultural entre o Estado do Rio e do Maryland, além de ter sido agraciado com a Ordem do Mérito Araribóia, Medalha Tiradentes concedida pela Assembléia Legislativa, medalha do Tribunal de Contas, título de niteroiense honorário concedido pela Câmara de Vereadores e dezenas de diplomas e cartões de prata conferidos por diversas instituições sociais, filantrópicas e oficiais.

Carlos Ruas: um nome plural como seus talentos. Desempenhando inúmeras funções no campo da Comunicação, essa atividade primordial para a vida em sociedade, é o guardião de um arquivo com mais de três mil imagens da cidade e também de uma memória surpreendente sobre acontecimentos que transformaram Niterói para sempre. Pelo visor de sua inconfundível máquina de formato quadrado, registrou o encalhe no Navio Camboinhas, a derrubada do trampolim da praia de Icaraí, além do dia a dia das ruas da cidade.

"O episódio mais triste que Niterói já viveu, e eu acompanhei, foi o incêndio do Gran Circus Norte-Americano (1961). Foram tantas vítimas. Também lembro bem da Revolta das Barcas (1959), quando a Ponte nem pensava em existir e as barcas eram o único meio de transporte para se chegar ao Rio. Não só incendiaram a estação como também a residência da família de empresários. Foi tenso, com muita confusão, mas certamente um episódio muito importante", lembra ele.

Em 2017, quando completou 63 anos de profissão, lançou "“Niteroi de Outros Tempos”, um livro de memórias, e recebeu a Medalha José Cândido de Carvalho, da Câmara de Vereadores de Niterói.


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