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  ESTRATÉGIA: JOGOS CONCRETOS E NEOCONCRETOS
 
 
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Reconhecendo a complexidade da questão do entendimento e da recepção pública da arte contemporânea, o MAC, através da Divisão de Arte Educação (DAE-MAC), tomou como principal linha de atuação o desenvolvimento de estratégias de aproximação afetiva e de participação do público em suas exposições. Os "Jogos Concretos e Neoconcretos" foi uma dessas linhas de pesquisas desenvolvidas a partir das experiências comunicativas com a Coleção João Sattamini, que fundamentaram a integração entre curadoria e educação.

Histórico da Divisão de Arte Educação

Luiz Guilherme Vergara, ao ser convidado para coordenar a Divisão de Arte Educação, organizou uma pequena equipe de quatro educadores para iniciar as atividades nesta Divisão. Primeiramente, os educadores aderiram ao trabalho como voluntários, apenas mais tarde regularizaram seus vínculos com a instituição. A Divisão de Arte Educação organiza a exposição "MAC Um Ano Visões e (Sub)Versões, no período de 20 de setembro de 1997 a 25 de janeiro de 1998, apresentando o resultado das estratégias e das atividades propostas pela equipe, durante o primeiro ano do Museu, intitulada Descubra o MAC com Imaginação.

Jogos Concretos e Neoconcretos

Se as obras figurativas da Coleção João Sattamini instigaram estratégias interpretativas que estimularam a produção livre de histórias, o que se poderia propor para aproximar cognitiva ou afetivamente o público das pinturas abstratas gestuais e geométricas? Apresentá-las informativamente como documentos históricos dos anos 50 e 60?

A própria geração neoconcreta foi uma das referências que apontaram para a apreensão de uma obra de arte não ser separada de uma ação participativa. Assim surgiram os Jogos Neoconcretos, um trabalho experimental de propostas interativas com formas geométricas, inspirado nas práticas construtivistas e idéias dos artistas concretos e neoconcretos. Nesses jogos os espectadores passam a ser participantes envolvidos em um processo de articulações e desarticulações de soluções de composição em um espaço concreto tridimensional. Os Jogos Neoconcretos enfatizam uma atitude interpretativa não-verbal em resposta aos elementos formais de uma obra de arte, como cor, forma, composição, ritmos e expressão.

Os visitantes passam então a entender as pinturas abstratas geométricas dos anos 50 e 60 não apenas a partir do pré-requisito da história da arte, mas sob o prisma da experiência, percebendo a obra não como um objeto histórico e estático, mas como um pensamento que ativa um processo dinâmico de fluência criativa, como num jogo. Através desses jogos lógicos e lúdicos a obra de arte é aberta para que o seu processo de criação artística seja explorado como estratégia de ação e interpretação. Os Jogos Concretos e Neoconcretos e a atividade “Cada olhar uma história” foram a semente dos diversos estudos dos Jogos de Interpretação, a partir das obras das coleções MAC e João Sattamini, que vieram a seguir.





Os Jogos Interpretativos

O percurso de experiências e exposições no MAC apontou para a necessidade de se explorar o potencial de comunicação e afeto da arte contemporânea, envolvendo o público participativamente através do que passamos a chamar de Jogos Interpretativos. A cada exposição elaboramos diferentes jogos e estratégias interpretativas que nascem justamente dos conceitos e procedimentos artísticos em ação numa obra ou conjunto de obras, que passam a ser elaborados como elementos articuláveis, móveis - como peças de um jogo -, e através da fluência criativa se desdobram em infinitas possibilidades de construção. O conceito de jogo introduz uma dimensão interativa como interpretação da obra de arte aberta. Como conceituou Umberto Eco, “a obra aberta como proposta de um ‘campo’ de possibilidades interpretativas (...)”.

São tantas as experiências educativas/interpretativas nos 10 anos do MAC que fica quase impossível citar todas, mas vale a pena ressaltar alguns dos jogos interpretativos que se tornaram personagens inesquecíveis dessa história: Jogos da Cor, criados para a exposição de Aluísio Carvão e Ione Saldanha; Poéticas do Movimento, jogos inspirados na obra de Abraham Palatnik; Entre Ficção e Realidade, laboratório de criação de jornais reunindo as exposições de Rubens Gerchman e Carlos Miele; Quase Infinito, explorações do conceito de infinito a partir da obra de Daniel Senise; Fluência Criativa das Cores, a partir das pinturas de Luiz Aquila; Jogos de Cor e Luz, inspirados na série Cor/Luz de Hermelindo Fiaminghi; Quando os Objetos Contam Histórias, criações contemporâneas no estilo natureza morta; Exercícios Poéticos da Forma, inspirados pelas obras de Franz Weissmann, Tomie Ohtake e Oscar Niemeyer; e Pintando sem Tinta, composições móveis utilizando o vocabulário de formas de Joan Miró.






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