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  MAC NITERÓI RECEBE A EXPOSIÇÃO "APROPRIAÇÕES"
 
 
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Com Curadoria de Guilherme Bueno, o Museu de Arte Contemporânea de Niterói recebe a exposição "Apropriações", que ficará em cartaz de 20 de setembro de 2003 a 28 de março de 2004.

Instigações entre arte e vida: isso significa alguma coisa ou é apenas arte contemporânea?

Aloísio Magalhães [1927-1982] - Sem título, 1972 - Colagem sobre madeira - Coleção João Sattamini/MAC de Niterói
O que é isso? Isso é arte? Estas são algumas das perguntas repetidas entre os nossos inúmeros visitantes, pois muitas vezes não existem distâncias aparentes entre as coisas no museu e a vida lá fora. A prática artística de se apropriar e deslocar coisas do cotidiano para o museu nos coloca diante de estranhamentos e provocações da imaginação e interpretação dos confusos limites entre arte e realidade. A exposição Apropriações, com curadoria de Guilherme Bueno, reuniu um pequeno panorama da questão da apropriação na arte brasileira a partir das coleções MAC e João Sattamini. A prática da apropriação de objetos e materiais do cotidiano para a arte modificou toda a história da arte do século XX, sendo operação decisiva para a arte moderna e contemporânea.

A arquitetura do MAC, mais uma vez, propiciou um espaço integrado entre curadoria – as obras expostas no salão principal – e educação. O público ganhou na varanda um espaço interativo e comunicativo, onde traçamos uma rede das relações históricas e artísticas ligadas ao procedimento das Apropriações, fundamental para a compreensão de seus desdobramentos na arte contemporânea. Criamos para a varanda do MAC um “curto-circuito” de experiências participativas, dividindo o percurso em três segmentos – Colagem, Assemblagem e Coleções –, acompanhados de uma linha do tempo e de uma constelação das transformações das práticas artísticas do século XX relacionadas ao procedimento das Apropriações.





No segmento da Colagem, as apropriações de cartões-postais do artista Aloísio Magalhães e as obras com rótulos de caixas de frutas de Ivan Cardoso nos ofereceram a oportunidade de mergulhar numa rede de referências entre as obras da coleção e a história universal da arte.

Foi através da colagem que o olhar do artista se expandiu para uma percepção imaginativa das coisas do cotidiano, reunindo simbolicamente múltiplos tempos e espaços simultâneos entre arte e vida. A partir da colagem cubista, uma das primeiras manifestações de apropriação, e seus desdobramentos no século XX, abriu-se um imenso horizonte de autonomia e liberdade de criação artística.

Farnese de Andrade [1926-1996], Anunciação, 1985. - Janela, madeira, foto, ex-voto, palmatória, oval em resina e boneco. - Coleção João Sattamini/MAC de Niterói
No segundo segmento, apresentamos o procedimento da Assemblagem, que podemos definir como uma colagem de objetos achados ao acaso ou escolhidos a partir de um critério específico. Sua origem histórica, no início do século XX, está atrelada à idéia de subversão e ambigüidade perante a sociedade industrial e o sistema de valores da arte. Na arte contemporânea esta prática assume para cada artista diferentes sentidos: seja o humor das apropriações de Jorge Barrão ou o enigma surrealista e simbólico das assemblagens de Farnese, passando pelos estranhos guardados na gaveta de Tunga e pela crítica e pelo choque criado pelo saco de pães de Artur Barrio.

Em Coleções - Coletas e Coletivos, a constelação de artistas apresentados girava em torno da instalação Objetos do desejo de Nelson Leirner, da coleção de guimbas de cigarros na obra de Marcos Cardoso e das panelas amassadas de Jorge Duarte. Mais uma vez, as apropriações entre arte e vida podem assumir os mais diversos sentidos. O ateliê do artista se torna observatório permanente do cotidiano. O artista é arqueólogo do contemporâneo, colecionador de brinquedos, de objetos de crença popular, de guimbas de cigarro e de embalagens.

Nesse território de experiências participativas, trouxemos para o visitante o direito e o acesso à experimentação de cada um destes procedimentos – colagem, assemblagem e coleções – e uma percepção expandida do mundo como obra de arte, de reencantamento ou transfiguração das coisas do mundo. Buscamos atrair os visitantes para participar junto com os artistas do jogo ilimitado de reinvenções do olhar sobre as coisas que freqüentam nosso cotidiano.

Nosso objetivo foi provocar no visitante um estado imaginativo ao ver a arte: de curiosidade perante as “apropriações e deslocamentos” entre dois mundos – arte e vida. Quando propomos atualizar os procedimentos e conceitos artísticos aproximando-os de nossa vida, do cotidiano, conseguimos uma resposta imediata de afeto do público. Pois resgatamos e damos espaço para aquilo que o público traz – ele mesmo, seu mundo e suas experiências.


SERVIÇO

Exposição "Apropriações"
Curadoria: Guilherme Bueno
Período: 20 de setembro de 2003 a 28 de março de 2004

Museu de Arte Contemporânea - MAC
Endereço: Mirante da Boa Viagem, s/n – Niterói RJ
Informações: 21 2620 2400 / 2620 2481






Tags Guilherme Bueno,




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