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  EM 1974, O INDC LANÇOU "NOTAS PARA A HISTÓRIA DE NITERÓI" DE MAIA FORTE
 
 
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O fotógrafo e jornalista Carlos Ruas redigiu a seguinte nota em sua coluna do jornal 'O Fluminense', em 24 de setembro de 1974.

    "Em solenidade festiva e muito concorrida, e sob o patrocínio do Instituto Niteroiense de Desenvolvimento Cultural, foi lançado o livro "Notas para a História de Niterói", de José Mattoso Maia Forte. A iniciativa da reedição da preciosa obra foi do acadêmico Lyad de Almeida, presidente do INDC, que contou com o apoio do Instituto Histórico de Niterói, à frente a presidente Thalita de Oliveira Casadei. Na oportunidade, usou da palavra o professor Rubens Falcão, exaltando a vida e a obra do saudoso escritor niteroiense, e elogiando os responsáveis pela inciativa."


Com esse livro, o INDC, instituto criado em 1967 e que deu origem à Fundação de Arte de Niterói (INDC/FAC/FUNIARTE/FAN), inciava um projeto editorial que anos 1990 daria como fruto o selo Niterói Livros. Esse projeto foi iniciado em 1973 com o lançamento de "Poemas para Maria", livro do jornalista e poeta Juvenille Pereira. E é este o autor de uma crônica sobre o livro de Matoso que reproduzimos aqui. Além de fazer parte das comemorações do IC Centenário de fundação da cidade, a edição buscava também homenagear o centenário de nascimento do autor (1873-1945).


Notas Para a História de Niterói, por Juvenille Pereira (O Flu - 06/10/1974)

Em 09 de abri! de 1935, Oliveira Viana, Alberto Lamego Filho e Lacerda Nogueira, em parecer da Comissão da Academia Fluminense de Letras, sobre José Mattoso Maia Forte e as suas "Notas para a História de Niterói" ressaltavam (1): "É uma contribuição de valor para o estudo da evolução do núcleo niteroiense. (...) A monografia, constituída por estas notas, representa uma preciosa achega para o conhecimento deste centro urbano, um dos mais antigos da nossa história".

"Notas para a História de Niterói", quando do IV Centenário de fundação de Niterói, é divulgação preciosa - imprescindível dizemos - para o conhecimento da história local, num Estado em que os investigadores de história da terra escasseiam.

Rubens Falcão, louvando a iniciativa da reedição agora promovida pelo Instituto Niteroiense de Desenvolvimento Cultural, conta-nos quem foi e o que fez José Mattoso Maia Forte, nascido na Província do Rio de Janeiro a 24 de dezembro de 1873. Em "Um Fluminense Padrão" (2), temos a vida do incansável jornalista, do pesquisador emérito.

Sobre a grafia de Niterói, muitas foram as contradições e polêmicas. Filólogos e estudiosos deram-lhe vários significados e estruturas semânticas.

José Mattoso Maia Forte ressalta-nos as definições e significações etimológicas. Para Pizarro, "mar morto"; "água oculta" na definição de Aires Cabral; "água fria" ensina Martius; Varnhagem, Cônego Januário da Cunha Barbosa e Millet da Saint Adolphe são consultados. Para terminarmos na Niterói dos dias que correm.

Dizia-nos há dias, um estudioso da história niteroiense, que depois de Maia Forte ainda não apareceu continuador da história de Niterói. Há capítulos das "Notas" que são grandes e transbordantes de saber e de informações de alto valor. A expulsão dos franceses e Tamoios, invasores desbaratados pela investida de Mem de Sá e as histórias do Tupimimó Araribóia - assombro do inimigo, no dizer de Simões de Vasconcelos - vêm contadas com a simplicidade dos mestres. A Festa das Canoas e seu sentido folclórico, é descrita, "Festa" que foi admiração dos portugueses, inclusive pelo estoicismo de Araribóia com a passagem histórica que motivou.

A posse de Martim Afonso. A sua altivez e os seus feitos contra invasores. O morro e a igreja de São Lourenço. Como surgiram São João Batista de Icaraí, Praia Grande e São Domingos. A primeira visita de D. João VI a Niterói. Quando a povoação de São Domingo da Praia Grande foi elevada à categoria de Vila - a Vila Real da Praia Grande. José Clemente, quem foi e o que fez. Pedro I em Niterói. D Pedro II e as suas visitas. Mauá e as realizações na Ponta d'Areia. Os estaleiros pioneiros na construção nacional de pontes, barcos a vapor, pequenas embarcações e galeotas para o serviço do Imperador. O café e o negro. A ideia abolicionista. A frase socioeconômica: o negro é o café. A propaganda republicana. As figuras de Alberto Torres, de seu pai Martins Torres, de Silva Jardim. Lopes Trovão e companheiros em tantas lutas emancipadoras.

O episódio revolucionário de 1891. A criação da Prefeitura de Niterói, pelo Decreto 883, de 4 de Janeiro de 1904. Niterói e seus aspectos físicos e sociais. Niterói centro, bairros e população. O estabelecimento da Igreja Católica em Niterói. Na mesma época em que os tupimimós, de Araribóia, aldeavam-se na colina que tomou o nome do orago da capela que aí se erigiu, em São Lourenço. Em 1859 era fundada a primeira Associação de Homens da Letras - o Instituto Niteroiense; em 1861, o Ateneu Fluminense. Contemporaneamente, o Instituto Histórico e Geográfico Fluminense. '‘Notas para a História de Niterói" é livro marcante e marcando os instantes mais diversificados e mais representativos da terra fluminense.

Há a assinalar que o verdadeiro centro germinal da cidade foi o pequeno e heroico São Domingos: esse o módulo inicial. Praia Grande e Icaraí foram projeções deste centro inicial. Na mesma linha evolutiva estão São Francisco e Santa Rosa - esclarece-nos Oliveira Viana, Lamego Filho e Lacerda Nogueira, na excelente monografia. Livro de cabeceira para os que se aventurarem a continuar tão imenso livro, agora reeditado pelo INDC, em homenagem a José Mattoso Maia Forte.

(1) O parecer da Comissão da Academia Fluminense de Letras prefaceia a primeira edição de 1935;
(2) "Um Fluminense Padrão" prefaceia a segunda edição lançada em 1974.






Tags INDC, Juvenille Pereira, José Mattoso Maia Forte,




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