Secretaria de Cultura de Niterói / Fundação de Artes de Niterói
  CLÁUDIO VALÉRIO TEIXEIRA (1949 - 2021)
 
 
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Personagem fundamental para a história recente de Niterói, o pintor, desenhista, restaurador e crítico de arte, Cláudio Valério Teixeira, foi o responsável pelo restauro de alguns dos mais importantes patrimônios culturais da cidade, como o Teatro Municipal João Caetano, o Solar do Jambeiro, o Palácio Arariboia, a Igreja de São Lourenço dos Índios, a Capela de São Pedro de Maruí e o Museu Janete Costa de Arte Popular, este criado em sua gestão como Secretário de Cultura. Todos esses bens fazem parte do acervo arquitetônico e histórico de Niterói.

Detalhe Balcão do Teatro Municipal
Membro do Comitê Brasileiro e Internacional de Críticos de Arte, foi ainda responsável pela restauração de importantes quadros valiosos, que fazem parte de acervos de museus e coleções particulares no Brasil e no exterior, como a "Batalha do Avaí", de Pedro Américo e a "Batalha dos Guararapes", de Victor Meirelles, as duas do acervo do Museu de Belas Artes do Rio de Janeiro. Com uma equipe de 18 pessoas, recuperou, em 2011, 18 painéis que compõem o majestoso painel "Guerra e Paz", obra de Cândido Portinari exposta na ONU, em Nova York. Seu ateliê no bairro de São Francisco, em Niterói, era procurado por colecionadores de quadros, grandes marchands e donos de galerias de arte para que confirmasse a autenticidade de pinturas.

"Quando restauro uma obra me envolvo completamente. Penso nela o dia inteiro. No caso dos quadros, então, a relação é mais intensa. Você olha tanto para ele, o estuda tão profundamente, que chega a sentir falta quando vai embora", confessou Cláudio Valério.

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Valério iniciou sua formação artística no ateliê de seu pai, o pintor Oswaldo Teixeira, no Rio de Janeiro. Pensava em ser violonista clássico, mas aos 17 anos, ingressou na Escola Nacional de Belas Artes onde encontrou sua verdadeira vocação artística. Em 1979, viajou para os Estados Unidos para aperfeiçoar o seu trabalho. Foi professor de Belas Artes na Escola onde se formou, depois de uma luta de onze anos na Justiça Federal para garantir sua posse na cadeira de Arte e Restauro. Sua demanda foi até o Supremo Tribunal Federal, onde o ministro Alexandre de Moraes fez justiça, sacramentando o direito líquido e certo dele assumir o cargo concursado.

Integrou o conselho consultivo para restauração do Teatro Municipal do Rio de Janeiro (1989) e fez parte da comissão para restauração da Biblioteca Nacional, na mesma cidade. Recebeu o Prêmio Rodrigo Mello Franco de Andrade, do Instituto de Arquitetos do Brasil, pelo bem sucedido projeto de restauração do Teatro Municipal João Caetano, coordenado por ele no início dos anos 1990. Presidente da Fundação de Arte de Niterói e Secretário de Cultura da cidade, foi autor de cinco ensaios publicados sobre pintura brasileira.

Flores para Guignard' (2020), Claudio Valério Teixeira
Como artista plástico, participou de diversas exposições coletivas, como Salão Nacional de Belas Artes (MEC/RJ), Salão Eletrobrás – Luz e Movimento (MAM/RJ), Bienal Nacional (Parque do Ibirapuera/SP), Salão de Verão (MAM/RJ), Mostra de Artes Visuais do Rio Grande do Sul, Concurso Nacional de Artes Plásticas de Goiás, Salão Carioca (Funarte/RJ), “Universo do Carnaval-imagens e reflexões” (Acervo Galeria de Arte/RJ), “Universo do Futebol” (MAM /RJ), “Arte e Violência” (UFF/RJ), Salão Nacional de Arte Moderna (MAM/RJ), onde conquistou prêmio de isenção do júri.

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Entre as exposições individuais, destacam-se as realizadas na Galeria Rodrigo Mello Franco de Andrade, Funarte/RJ (1978), Centro Cultural Paschoal Carlos Magno (1978), Tempo Galeria de Arte (1979), Acervo Galeria de Arte/RJ (1982), Galeria Multiarte/CE (1988), Museu Nacional de Belas Artes/RJ (1994), Museu Antônio Parreiras, Niterói/RJ (1996), Pinacoteca do Estado de São Paulo/SP e Museu Benedito Calixto – Pinacoteca de Santos.

Niemeyer escolhendo o Painel para o Memorial - Foto de Roberto Moreira - O Flu
Em 2003, criou, a convite do arquiteto Oscar Niemeyer, um painel de grandes proporções para o Memorial Roberto Silveira, localizado no Caminho Niemeyer em Niterói, RJ. A tela, de 10,7 metros, retrata o ex-governador Roberto Silveira sendo recebido pelo operariado do interior fluminense. Em 2009, coordenou com Edson Motta Junior o projeto de restauração das pinturas decorativas de Eliseu Visconti no Teatro Municipal do Rio de Janeiro.

Um aguerrido lutador da cultura brasileira, Cláudio Valério tem obras de arte espalhadas pelo mundo. Sua última exposição foi em dezembro de 2020 na galeria Evandro Carneiro, Shopping Gávea Trade Center. Cláudio estava internado com Covid-19 e não compareceu. Com a curadoria do próprio Evandro Carneiro, ao todo foram exibidas 64 aquarelas que retratam o cotidiano do artista em tempos de pandemia.

Da minha janela', de Claudio Valério Teixeira
Paisagens, naturezas-mortas, autorretratos, cenas do interior do ateliê, pinturas de nus, estudos de mãos, são alguns dos diversos gêneros presentes nesses trabalhos. Em destaque as obras "Visita do senhor Giovanni Battista Castagneto ao ateliê" e "Flores para Guignard". "Até mesmo uma cena de luta vista na televisão, ou 'Vaquinha', a simpática vira-lata em descanso, foram registradas por ele. O que motivou essa intensa e variada produção está explícito no nome da série: 'Aquarelas da quarentena', destacou Evandro no convite da mostra.

O artista morreu de câncer na madrugada do dia 27 de abril de 2021, em sua casa no bairro de São Francisco, em Niterói. Era casado com Tânia, também restauradora e deixa os filhos Vitor e Pedro que seguiram a carreira dos pais, e Rafael, músico. Claudio Valério Teixeira faz parte de um seleto grupo de artistas que com seu talento engrandece, valoriza e divulga Niterói no Brasil e no exterior.








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