Secretaria de Cultura de Niterói / Fundação de Artes de Niterói
  IGREJA SÃO LOURENÇO DOS ÍNDIOS
 
 
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Tombamento federal em 23/08/1938
Processo nº 163-T, inscrição nº 213, Livro das Belas Artes Vol.1, fl.37 e inscrição nº 247, Livro Histórico, fl. 41
Tombamento municipal em 28/02/1992
Lei nº 1.038/92
Praça General Rondon, s/nº - São Lourenço

A Igreja de São Lourenço dos Índios é o mais significativo marco da fundação da aldeia de São Lourenço, primeira ocupação da colonização portuguesa no território que, mais tarde, se constituiria na cidade de Niterói.

Considerada um símbolo para a construção da identidade dos niteroienses, a origem da Igreja de São Lourenço dos Índios está relacionada ao assentamento indígena que ali se deu, no fim do século XVI. Essas terras foram povoadas a partir da doação de uma sesmaria ao chefe temiminó Araribóia, em 16 de março de 1568, pela ajuda prestada aos portugueses na expulsão dos franceses.

Os registros históricos mostram que, desde o início da ocupação desta área, a presença religiosa se fazia marcante. A carta do Padre Gonçalo de Oliveira, datada de 1570, já anunciava uma primeira capela, em taipa, que se localizava no alto de um morro da Aldeia de São Lourenço dos Índios.

Esta edificação primitiva cedeu lugar a uma outra, inaugurada em 10 de agosto de 1586, com a representação do Auto de S. Lourenço. Nesta época, a ermida era, ainda, uma capela tosca e pequena, e já antes de 1627, os jesuítas trataram de substituí-la por um templo mais apropriado, provavelmente de pedra e cal. Em 1758, a igreja foi incorporada ao patrimônio do Estado Português, através do alvará de 8 de maio de 1758, em decorrência da contenda entre a Coroa Portuguesa e a Ordem dos Jesuítas. Em 1769, a capela foi reconstruída, tomando a fisionomia que ainda hoje conserva, porém mantendo uma composição de traço jesuítico.

Sua fachada-templo constitui-se de corpo composto por porta única encimada por três janelas à altura do coro; o seu coroamento se faz com frontão triangular ,onde se encontra o óculo circular. Possui o mesmo partido deixado pelo irmão Francisco Dias para a Igreja de Santo Inácio, no Rio de Janeiro, construída no século XVI e demolida com o arrasamento do morro do Castelo. Por outro lado, podemos encontrar esse partido na Igreja de São Roque, de Lisboa, cuja fachada fora construída, no século XVIII, na mesma época da reforma da Igreja São Lourenço dos Índios.

A planta da igreja é muito característica do espaço arquitetônico criado pela Contra-Reforma e, sabiamente aproveitado pela Companhia de Jesus. Possui nave única com paredes despojadas, coro sobre o nártex, púlpito único ao lado do Evangelho, e capela-mor mais estreita contendo um vigoroso retábulo de madeira. A sacristia está disposta lateralmente.

O seu retábulo-mor, datado do final do século XVI ou início do século XVII, provavelmente é a obra de arte mais antiga da cidade. Trata-se de um trabalho de talha em madeira, de primorosa composição maneirista, classificada por inúmeros estudiosos de arquitetura brasileira como das mais representativas da primeira fase dos retábulos jesuíticos.

Com a independência do Brasil, a Constituição Brasileira confirma, em 1824,a incorporação da propriedade ao Estado Brasileiro. Nos primeiros anos republicanos, um acordo transferia a propriedade para a Mitra de Niterói. Em 1915, o prefeito Manoel Otávio de Souza Carneiro ordena a desapropriação da igreja, então em péssimo estado de conservação, por considerá-la "monumento histórico de Niterói". O processo de desapropriação foi muito lento, estendendo-se por dezenove anos. Em 1934, a igreja foi cedida à Prefeitura da cidade após entendimentos com a Mitra, passando a edificação por obras de restauração, com a substituição do madeiramento do telhado, caiação e pintura dos altares. Nesse período, o prefeito Gustavo Lyra das Silva adquire terrenos adjacentes para incorporá-los à igreja.

Tendo em vista a evidente importância deste bem para a identidade cultural da cidade e a pertinência do reconhecimento simbólico da igreja como bem cultural de Niterói, a Prefeitura Municipal de Niterói determinou seu tombamento através da lei 1038, de 1992. Um grande projeto de restauração foi desenvolvido pela Prefeitura e em 1992, a cidade recebeu a igreja totalmente restaurada.


Fonte: "Niterói Patrimônio Cultural", editado pela SMC/Niterói Livros em 2000.


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