A programação "Novembro - da Consciência Negra - no Popular” acontece nos dias 17 e 19 e foi elaborada a partir de uma abordagem antirracista e voltada para o protagonismo negro.

É com alegria que ofereceremos mais de 100 vagas para atividades de diálogo e proposição artística, facilitadas por profissionais com ampla experiência e que são referência tanto em suas áreas de atuação quanto na vivência das tradições culturais negras na diáspora. Todas as atividades serão gratuitas. As inscrições as inscrições acontecerão através de um breve formulário do Google. O link poderá ser acessado através do perfil na BIO do Instagram @teatroniemeyer ou nas postagens do Facebook, até a manhã da oficina.

"A questão racial no Brasil não é uma questão para o negro resolver, como a pobreza não é para o pobre resolver. O machismo também não é uma questão para a mulher resolver. Porque, se não, o sujeito que é vítima e sacrificado ainda tem que procurar resposta. A questão negra no Brasil não é uma questão do negro, é uma questão da sociedade. " Conceição Evaristo


OFICINA HISTÓRIAS DE CURAM: cuidando da autoestima das crianças negras

Temas abordados: Literatura, contação de histórias, infância, antirracismo

Vamos falar sobre como as histórias podem contribuir para a autoestima das crianças negras. O que o racismo destrói, a literatura pode construir e reconstruir. Trataremos sobre como montar um acervo, que cuidados devemos ter ao fazer essas escolhas e quais critérios devem ser considerados. Além disso, vamos dialogar sobre contação de histórias e algumas sugestões de atividades práticas que podem ser feitas no ambiente escolar ou familiar.

Sobre a facilitadora

Magna Domingues é escritora, contadora de histórias, professora dinamizadora de leitura e psicóloga. Fundadora do Clube do livro Preta, um projeto com encontros mensais para dialogar sobre livros escritos por mulheres negras. Idealizadora do projeto Baú Encantado, que realiza um trabalho de arte, educação e literatura com foco no protagonismo negro.

Data: 17/11 - quarta-feira
Horário: das 14h às 17h30
Público alvo: Profissionais de educação, cuidadores e demais adultos interessados
Vagas disponíveis: 20, permite ouvintes
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OFICINA DAÇA E DIÁSPORA: sobre mulheres pretas que movem as estruturas

Temas abordados: Mulheres pretas como referência, criações afro-atlânticas transcendendo as dimensões da estética e da resistência.

Oficina que mescla diálogo e prática corporal, percorrendo trajetórias de mulheres pretas que transformaram seu silêncio em linguagem e ação. A oficina tem como objetivo gerar movimentos, diálogos e reflexões sobre mulheres pretas artistas, suas criações e sua posição na estrutura social.

Sobre as facilitadoras

Emmanuele Uereaua é dançarina e pesquisadora. Especializada em Afro Dance, Street Dances, Hip Hop, Funk, Samba e Jongo, realiza pesquisas histórico- geográficas a respeito de questões de gênero, raça e classe. Fernanda Campos é bacharel em teoria da dança pela UFRJ e atua predominantemente com as Street Dances, principalmente com o Vogue, vertente que estuda desde 2015 com a House Of Cazul, levando essas danças para sua pesquisa de consciência e educação social dentro das periferias urbanas. As duas artistas são associadas à companhia de dança Just Us Dance Theatre (Londres, Inglaterra).


Facilitadoras: Emmanuele Uereaua e Fernanda Campos
Data: 17/11 - quarta-feira
Horário: 18h às 21h30
Público alvo: Mulheres pretas interessadas em arte, debates e práticas em dança
Vagas disponíveis: 30, permite ouvintes
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OFICINA O NOME ANCESTRAL

Temas abordados: Investigação cênica, criação cênica, ancestralidade, Teatro-performativo, Teatro-dança

Através das referências de ancestralidade pessoais, a oficina facilita a investigação de como nos identificamos com nosso próprio nome e os sobrenomes ligados à nossa linhagem. Partindo das dinâmicas do Teatro Performativo e Teatro-Dança como ferramentas de busca da identidade ancestral, a oficina investigar procedimentos autorais para a criação cênica.

Sobre o facilitador

Jeff Fagundes é mestrando pela UNIRIO, ator, diretor, dramaturgo, pesquisador e produtor teatral. Presidente do comitê Network of Emerging Arts and Professionals no International Theatre Institute – UNESCO. Conselheiro internacional do Pan African Heritage World Museum. Idealizador do Festival Internacional de Intercâmbio Teatral NEAPFEST. Autor de várias peças de sucesso, circulou nacional e internacionalmente em quatro cidades na Colômbia, na Espanha e na capital do Zimbabwe, país no continente africano, com seu solo teatral "Iroko: Meu universo". É integrante da Cia ganhadora do prêmio Shell de 2018, Confraria do Impossível no Rio de Janeiro.

Facilitador: Jeff Fagundes
Data: 19/11 - sexta-feira
Horário: Das 14h às 17h30
Público alvo: Estudantes de teatro, atores, atrizes, diretores teatrais tendo prioridade artistas periféricos, negros, negras, pessoas LGBTQIA+, mulheres cis e trans. Acima de 16 anos.
Vagas disponíveis: 25, permite ouvintes
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OFICINA COMPOSIÇÃODE IMAGENS

Temas abordados: Artes, artes visuais, composição visual, performance

Materiais necessários: A Oficina "Composição de imagens" demanda a utilização de materiais como raízes, grãos, ervas etc. Ao ser confirmada a inscrição a pessoa participante receberá um email com uma lista de materiais sugeridos. A pessoa participante pode e deve trazer elementos que tenha em casa mesmo mas, ao se inscrever nessa oficina, é importante ter ciência e compromisso em levar os materiais na ocasião da mesma.

Oficina de criação e expressão estética que tem as tradições culturais negras vividas na diáspora como referência e se realiza a partir da vivência em comunidade. Ligada à proposta do “Laboratório de composição de imagem-ritual” a oficina propõe o sentido da visão apenas como parte do processo de composição da arte visual. Levando em conta o invisível como parte fundante do visível, o olfato, o paladar, os movimentos, a escuta e tato tornam-se campos importantes para vivenciar as visualidades. Em perspectiva decolonial, a oficina é um espaço-tempo de cuidado e escuta, ambiente em que a poética do povo preto é narrada pelos próprios.

Sobre a facilitadora

Leá Cunha, mulher trans, negra, candomblecista, favelada e diretora Artística do “Laboratório de composição de imagem-ritual”, um espaço-tempo herdeiro de variadas estratégias de aquilombamentos através das quais a negritude foi capaz de resguardar, vivenciar e transmitir a própria história

Facilitadora: Leá Cunha
Data: 19/11 - sexta-feira
Horário: Das 18h às 21h30
Público alvo: Pessoas negras e/ou da comunidade LGBTQIA+ acima de 16 anos interessadas em artes, artes visuais e composição fotográfica
Vagas disponíveis: 30, não permite ouvintes
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Sobre participação e protocolos sanitários

As pessoas participantes serão chamadas conforme a ordem de inscrição. A confirmação ocorrerá por e-mail. A chegada das pessoas participantes deve ocorrer com 30min de antecedência em relação ao horário para credenciamento.

O Teatro Popular Oscar Niemeyer é ponto de arrecadação da campanha Niterói Solidária da Prefeitura de Niterói. Você pode contribuir com 1kg de alimento não perecível, material de limpeza ou de higiene pessoal.

Em atendimento ao Decreto n° 14141/2021 – que institui o Programa Novo Normal Niterói – o acesso ao Teatro Popular Oscar Niemeyer só será permitido comprovando as devidas etapas de vacinação. A comprovação pode ser feita através do cartão de vacinação, ou da apresentação impressa ou virtual do portal “CONECTE SUS”.





Publicado em 15/11/2021