Niterói ganhou sua maior sala multiuso pública. Equipada com o que há de mais moderno em som, luz e equipamento audiovisual, a Sala Nelson Pereira dos Santos – homenagem a um dos maiores nomes da sétima arte do país e fundador do curso de graduação em cinema da UFF – será inaugurada com show da cantora Adriana Calcanhotto.

A cantora não escondeu sua emoção em abrir a Sala Nelson Pereira dos Santos. "Estou muito feliz por ter sido convidada para a noite de estreia desse espaço. É uma responsabilidade muito grande inaugurar um equipamento como este, que atende a várias linguagens – música, teatro, dança – , e com estes nomes todos: um projeto de Oscar Niemeyer, uma Sala chamada Nelson Pereira dos Santos, com Cacá Diegues na primeira fila da plateia, então, não é fácil, mas muito gratificante. Há tempos eu não fazia voz e violão, entretanto foi uma apresentação muito comovente. A plateia de Niterói tem um carinho, um calor muito original, o que me deixou muito feliz" destacou Adriana.

Turnê

Após a turnê bem-sucedida de A Mulher do Pau Brasil, na qual Adriana Calcanhotto apresentou o resultado da sua estadia como docente na cidade de Coimbra, em Portugal, para brasileiros e portugueses, a cantora retorna ao palco para apresentar “Margem”. O novo show reúne três discos de Adriana: Maritmo (1998), Maré (2008) e Margem (2019). Em Niterói, a apresentação acontece na Sala Nelson Pereira dos Santos, espaço multiuso de última geração, no dia 1 de outubro, às 20h.

Adriana Calcanhotto assina a direção do espetáculo de seu novo álbum, Margem, lançado em junho de 2019. A banda que a acompanha é formada pelos mesmos músicos que tocaram e coproduziram com ela o seu mais recente trabalho de estúdio. Rafael Rocha (mpc, bateria, percussão, Handsonic, assovio), Bruno Di Lullo(baixo e synth) e Bem Gil (guitarra e synth), os dois últimos estiveram com Calcanhotto na turnê A Mulher do Pau Brasil que rodou o Brasil no segundo semestre de 2018.

O repertório do novo show tem como esqueleto as canções do novo álbum eresgata músicas de Maritmoe Maré, os outros dois discos da trilogia marinha (como “Mais Feliz”, “Vambora”, “Quem vem pra beira do mar”), além de sucessos da carreira de Adriana, como “Devolva-me” e “Maresia” canções arranjadas especialmente para o espetáculo, como ‘Futuros amantes”, de Chico Buarque, de 1993, que a cantora gravou como faixa exclusiva para a versão japonesa do álbum Margem. “Canção irmã de “Os ilhéus”, apontam as duas para muito tempo depois de nossa civilização, e apostam as duas no amor e na virtude como humanidades sobreviventes aos tempos. Não saberemos. As duas canções irmãs só se encontram no palco (e no disco japonês) e em sequência. É dos momentos mais fortes do show, pra mim, no sentido do quanto uma canção pode exigir de nós em termos da nossa capacidade de rendição à beleza. Será que um dia Copacabana será a nova Atlântida? Chico Buarque e Antonio Cicero é quem sabem”, especula a compositora.

“No primeiro ensaio olhei para a banda e falei “vamos fazer um luau”. Esse foi o primeiro sentimento. Luaus dependem da força do vento, do tempo que ele sopra numa só direção, da maré, e esse show é assim; completamente dependente do mar. Com os ensaios porém, fui percebendo que o emaranhado de textos do roteiro, que tem muitos ecos e referências literárias, foi se superpondo à ideia de luau, que é a princípio menos complexo. Os arquétipos marinhos foram dando as caras, a meu ver em função da sonoridade que alcançamos tocando juntos tanto tempo depois das gravações do disco.

O som do show não quis ser o som do disco, o universo timbrístico teve que se expandir pra conter as canções da trilogia e mais as outras todas e isso era previsto mas o som do show resultou mais relaxado, mais vagabundo. Interessante foi notar as ligações que as canções começaram a fazer entre si independentemente da minha ação. De certa forma, fui observando o roteiro se fazer a si próprio, maneira inteiramente nova pra mim de conceber um espetáculo.


Fotos de Leo Zulluh e Berg Silva



A Sala

A Sala Nelson Pereira dos Santos é um espaço multiuso para apresentação de música, teatro, dança e cinema, localizado no Centro Petrobras de Cinema, em São Domingos. Fica instalada na estrutura que se assemelha a um rolo de filme, projeto do gênio da arquitetura Oscar Niemeyer. Trata-se do maior auditório público da cidade, com 491 lugares, equipado com o que há de mais moderno em tecnologia de som, luz e projeção audiovisual.

A programação do novo equipamento cultural vai seguir intensa no mês de outubro, recebendo, além da Adriana Calcanhoto, o musical da cantora Preta Gil (Mais Preta que Nunca); e shows do cantor Cláudio Lins; do grupo Moça Prosa; de Aguidavi do Jêje, que contará com participação especial de Gilberto Gil; e do Nelson Sargento.


SERVIÇO:

Adriana Calcanhotto | "Margem"
Data: 1 de outubro de 2019, terça-feira
Horário: 20h
Ingressos: R$ 80,00 (Inteira)
Classificação: Livre

Local: Sala Nelson Pereira dos Santos
End: Centro Petrobrás de Cinema, São Domingos
Capacidade: 491 lugares


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Publicado em 24/09/2019

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