Guitarrista, Ricardo Wagner Pereira Giesta nasceu no Rio de Janeiro no dia 12 de junho de 1959. Formado em Comunicação Visual pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, é autodidata em música. Admirador de Albert King, B. B. King, Cornell Dupree, Eric Clapton e King Curtis, não esconde a influência que esses músicos tiveram em seu trabalho.

Em 1985, formou uma banda com Luiz Antonio Mello e Cláudio Paiva. Em 1992 formou o grupo “Ricardo Giesta Quinteto”, cuja formação incluía Paulo Maciel, Bruno Dvoran, Fábio Lessa, Francisco Falcon e Alberto Barreira. Em 1995 participou da banda de Antonio Quintella, junto com Paulo Maciel, Paulinho Guitarra, Francisco Falcon e Eduardo Mexicano e, em 1996, integrou o “Blues Session”, com Marcus Vinícius, Fábio Lessa, Paulinho Guitarra e Rejane Gibson. Nesse mesmo ano, lançou o álbum "Blues". Nesse projeto, apresenta composições próprias em uma fusão musical, que tem como raízes fundamentais o BLUES, passando pelo Jazz, Funk, R&B, Soul e ritmos brasileiros.

Participou, também, dos shows de Baden Powell, no Festival de Jazz de Nova Friburgo - RJ, 1994; Blues Etílicos, no Circo Voador, no mesmo ano; de Paulinho Guitarra, no Teatro da Universidade Federal Fluminense, 1997; e do Big Alambik, no Festival de Blues de Niterói, também em 1997, além de ter tocado com Celso Blues Boy, Arthur Maia, Cláudio Zolli, Baseado em Blues, e muitos outros.

No rádio, foi produtor do programa de blues e música negra “Mississipi Dream’s” da Rádio Fluminense, tendo a oportunidade de entrevistar artistas como Boddy Guy, Bo Diddley, Robert Cray e Eric Clapton. Participou, também, da reformulação da programação musical da Globo FM, 1985.


crítica
"[...] Ele tem blues no nome, é guitarrista de Niterói e mostra que absorveu muita coisa do idioma básico do jazz. Ricardo Blues Giesta (Niterói Discos) tem seis blues de autoria do líder, muito bem acompanhado por uma pequena banda. Uma boa surpresa. Há muito o blues deixou de ser a música dos negros do delta do Mississipi, do South Side de Chicago ou dos campos do Texas. Linguagem universal, chegou a muitos lugares, inclusive Niterói. Ouça e confira". JOSÉ DOMINGOS RAFFAELI, 1992 "[...] Ricardo Giesta toca por instinto. Nunca pisou numa escola de violão. Aprendeu ouvindo discos e perseguindo sua impressionante intuição. Tem uma fiel Fender Telecaster antiga (são as melhores), um primata pedal "Fuzzy" dos anos 60, um mini-amplificador chamado urubu e fim. O resto é som, da melhor qualidade. Sentido, visceral, som de rua, de beco, de roça, de pólo industrial". LUIZ ANTONIO MELLO, 1992.







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Museu Antônio Parreiras