Nascido na cidade do Rio de Janeiro, em 1966, e radicado em Niterói, o pintor, desenhista e músico Luiz Badia descobriu seu amor pela arte desde criança já aos 3, 4 anos com suas pinturas e desenhos infantis. Em seguida, começou a fazer cursos e desenvolver suas próprias histórias em quadrinho.

Em 1982, frequentou curso no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM), com o prof. Raimundo Colares. Em 1984, estudou com o prof. Charles Watson na Escola de Artes Visuais do Parque Lage e frequentou curso no Atelier Belo Marques. Formou-se em na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa em 1990.

Badia baseia suas obras em diversas temáticas e reúne nelas a abstração, conceitos de arte contemporânea, histórias em quadrinho, elementos da cultura pop e inspirações que mexem com o artista. Além das artes plásticas, a música sempre fez parte da vida do artista, que toca violão, guitarra e teclado, o que o inspirou a criar a videoarte. "Meu trabalho mistura pintura, paisagem e música. Enquanto o vídeo é exibido, eu faço performances musicais ao fundo", esclarece o artista.

Influenciado por Modigliani, Siqueiros, Orozco, Gauguin, Munch, Basquiat, De Kooning, Raushemberg, Turner e pelos brasileiros Vergara, Bernardii, Zerbini, Bonfanti. entre outros, Badia afirmou em 2015 que seu trabalho é uma síntese de vários estilos. "Utilizo acrílica e começo criando uma base abstrata que vai ser usada como campo de ação onde acrescento imagens figurativas.

Meu intuito é usar figurações que criam uma estranheza entre elas, uma oposição de significado e tempo. Essa atemporalidade é o objetivo da minha pintura. Elementos lúdicos em confronto com o drama. Armas de guerra , brinquedos, elementos eruditos com populares, sempre um contraponto."





Badia já expôs e tem a obra representada em várias cidades do Brasil e do exterior. Realizou exposições individuais na Galeria Restauração, em Lisboa, Portugal, 1988; na Casa de Cultura Estácio de Sá, Rio de Janeiro, 1999; na Casa do Brasil, em Scottsdale, Arizona, 2000; na Casa de Cultura Laura Alvim, no Rio de Janeiro, no mesmo ano; no Centro cultural dos Correios, Rio de Janeiro, 2010; no Centro Cultural Paschoal Carlos Magno, Niterói, 2011; no Museu da Liturgia e Iphan, Tiradentes, 2011; no Au Pavé d´Orsay, Paris, 2015, no Solar do Jambeiro, Niterói, em 2008 e 2015, entre outras exposições.





Dentre as mostras coletivas, destacam-se as realizadas na Galeria dos Arcos, Lisboa, em 1990; na Galeria Imagem, Rio de Janeiro, em 1998, na Ambassador Galerie, Nova York, em 2001; na galeria Arte Maior, Recife, no Art Center, Palm Springs, Califórnia, ambas em 2002, no Forte de Copacabana, 2013; e no MAC, em 2014.

Sua obra é mencionada nos livros "Os Vários Perfis da Arte Brasileira", de Ledy Mendes Gonzales, publicado pela RBM editora, 1997, e "Arte Carioca"- Ano 2000, de Celso Bastos, editado pela Livro Arte do Rio de Janeiro.
    "[...] Luiz Badia nos mostra uma arte baseada em concepções impressionistas e resultante de demorados estudos das mutações de forma e conteúdo. Mostra-nos, também, uma escola própria e intelectualizada, sem, contudo, se abstrair de que a "arte deve revelar espontaneamente as impressões da alma". Luiz apresenta-nos uma coleção de trabalhos exuberantes e fortes em efeitos pictórios resultante de excepcional maestria do uso do claro-escuro". SANSÃO C. PEREIRA - 1996





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Museu Antônio Parreiras