Ator e diretor teatral, Elysio Falcato nasceu em 14 de novembro, no Rio de Janeiro, vindo posteriormente a morar em Niterói. Completando quase quatro décadas na carreira cênica, já dirigiu mais de 30 espetáculos infantis e adultos, tendo sido premiado pelo infantil “Os Três Porquinhos”, adaptação de Carlos Richimoon, que lhe rendeu, no Festival Estadual de Teatro, os prêmios de Melhor Direção e Melhor Espetáculo. Além disso, assina a direção do espetáculo “Pinóquio”, adaptado por Cezar Cavalcanti, que foi escolhido para uma temporada por cinco cidades da Alemanha – Berlim, Munich, Frankfurt, Colonia e Stutgard.

Seu interesse pelo Teatro começou no ano de 1974, quando, numa visita à Rede Globo de Televisão, foi convidado a fazer figuração na novela “Carinhoso”. Logo depois, começou a fazer um curso de teatro no Tijuca Country Clube, estudando com o professor Sidney Becker.

Reencontrou Sidney depois de ter se mudado da Tijuca para Niterói, e com o diretor, integrando o grupo Renascimento, fez “Huguinho vai à Hollywood” e “Festival da Canção na Floresta”, entre outros. Em 1978, seu amigo e ator Fábio Klein o apresentou ao diretor Francisco Falcão, que na época estava montando “O Auto da Compadecida”. Logo Elysio já passou a participar da montagem e estrearam no mesmo ano, no Teatro Municipal de Niterói.

Ainda em 78, juntamente a Fábio Klein, montou o grupo de teatro Arteiros, com o qual logo produziram a peça “Festival da Canção na Floresta”, que estreou no dia 28 de outubro, na Mostra de Teatro Infantil, que foi patrocinada pelo Jornal O Fluminense e organizada por Mário de Souza – coordenador de Atividades Culturais da FAC (atual FAN – Fundação de Arte de Niterói). Apresentaram este espetáculo no Teatro da Flor e outros, e chegaram a ficar dois anos em cartaz.

Ainda neste período, no início dos anos 80, começou a trabalhar com Eduard Roessler e seu recém-criado Grupo Papel Crepom, participando da produção dos espetáculos “Cinderela”, “Tem Xaveco no Tablado”, “Sururu no Galinheiro” e “Araribroadway”. Inspirado pelo trabalho do Papel Crepom, juntou-se à Fábio Klein novamente para montar a Cia Teatral Falk – sendo o nome inspirado em seus sobrenomes: “Fal”, de Falcato, e “K”, de Klein.

A primeira peça montada pela Cia foi “Aprendiz de Feiticeiro”, de Maria Claro Machado, que foi apresentada em julho de 1984 no Teatro Leopoldo Fróes. Em 1986, com a colaboração de Cristina Fracho e Aníbal Erthal, Elyzio Falcato produziu “Três Peraltas na Praça”, de José Valuzi e, algum tempo depois, “Os Três Porquinhos”, que foi um sucesso de público, chegando a alcançar, em um mês de temporada, 400 pessoas por sessão no Teatro Leopoldo Fróes.

Com César Cavalcante, que conheceu na montagem de “A Revolta dos Brinquedos” e com quem estabeleceu uma parceria por vários anos, montou “O Coelhinho Pitomba”, de Milton Luis. A peça estreou em 11 de agosto de 1988, também no Leopoldo Fróes, e foi performada em mais de 1500 apresentações, em um período de quase duas décadas em cartaz, antes de ser “aposentada” no ano de 2009. Mas o “carro chefe” da Companhia pode ser considerada a montagem “A Dama e o Vagabundo”, que teve uma temporada rápida em 2004 e voltou a ser realizada em 2011, a partir de julho, no Teatro Municipal de Niterói.

Entre os principais espetáculos produzidos e apresentados por Elyzio Falcato e a Companhia Teatral Falk, podem ser citados os infantis: “O Aprendiz de Feiticeiro”, de Maria Clara Machado, “Saltimbancos”, de Chico Buarque de Hollanda, “Pinóquio em 2100”, com adaptação de Ricardo Sanfer, “Os Três Porquinhos”, com adaptação de Carlos Richimoon, “O Coelhinho Pitomba” de Milton Luiz, “A Revolta dos Brinquedos de Pernambuco”, de Oliveira e Pedro Veiga, “Pluft O Fantasminha”, de Maria Clara Machado, “Pinóquio” com adaptação de César Cavalcanti, “Três Peraltas”, na Praça de José Valluzi com coprodução de Anibal Erthal e Cristina Fracho, “Brincando de Brincar”, de Mario de Sousa, “Seu SOL Dona LUA”, de Marcos Sá, e “A Dama e o Vagabundo”, com adaptação de Carlos Richimoon entre outros.

Entre os espetáculos adultos: “E a louca voltou...”, de Murilo Gandra, “Adultério à Brasileira”, de Gugu Olimecha, “Desse Jeito a Coisa Entorta”, de Francisco Joseh Falcão, “O Assalto de José Vicente”, com coprodução do Grupo dos Cinco, “A Última História a ser Contada”, de Rui Vilhena, “Do Outro Lado”, de Wilson Frungilo Jr, com coprodução de Ricardo Sanfer, “O Público por Testemunha” de Francisco José Falcão e “Do jeito que o diabo gosta” de Sidney Moreira, entre outros.






Publicado em 03/12/2013
Museu Antônio Parreiras