As paredes do solar são construídas sobre alicerces de pedra, formando um porão útil para a ventilação do barroteamento de piso. Das paredes internas, as originais foram erguidas com tijolos maciços, estruturados por esteios de madeira, e outras, decorrentes de reformas posteriores, foram edificadas com tijolos furados. As paredes externas, autoportantes, são compostas por alvenaria mista de pedra e tijolo maciço. Peças em cantaria constituem as vergas e ombreiras dos vãos, e os arcos de descarga são feitos de tijolos. O acabamento das alvenarias internas é feito com argamassa a base de cal. As alvenarias externas, que constituem a fachada, são integralmente revestidas por azulejos portugueses.



As paredes do prédio apresentavam algumas rachaduras pontuais. A mais evidente encontrava-se na fachada leste do edifício. Havia também rachaduras verticais em alguns encontros de paredes e quinas. Por ocasião da remoção dos revestimentos internos, pôde-se observar que algumas paredes não eram amarradas entre si.


No pavimento superior, algumas paredes divisórias distinguiam-se das demais por terem sido construídas com tijolos furados, interrompendo as tabeiras do que teriam sido, originalmente, cômodos mais amplos, repetindo, assim, a divisão interna do pavimento térreo, além de encontrarem-se apoiadas diretamente sobre as tábuas do piso. Para possibilitar a desmontagem do piso dessas áreas, foi necessária a inserção de um novo barrote, unido aos já existentes por meio de parafusos metálicos, para a sustentação das alvenarias flutuantes. O mesmo ocorreu, em menor escala, no pavimento térreo.

Todas as falhas de alvenaria foram tratadas através de embrechamento, com pedras e tijolos maciços. Os esteios de madeira, atacados por cupim, foram substituídos, revestidos com telas plásticas, em lugar das originais do tipo déployée em metal. As alvenarias foram recompostas com a utilização de argamassa a base de cal e areia.









Publicado em 10/06/2013