A estufa, parte integrante do núcleo histórico principal, foi construída provavelmente pela família Bartholdy, para abrigar sua coleção de plantas exóticas, conforme revela a documentação iconográfica existente.

Construída em tijolos maciços, esquadrias de madeira e telhado de vidro com lanternim, possuía, internamente, bancadas em madeira ripada. Contornando a edificação, sobre as esquadrias, havia uma faixa de madeira rendilhada, com desenho de tema floral e, sobre as vergas das duas portas, foi identificado o monograma de George Bartholdy, entalhado na madeira. Apresentava os pilares frontais decorados com azulejos portugueses.


Ao longo dos anos, a estufa perdeu sua configuração arquitetônica e função originais. A cobertura, com lanternim, foi substituída por um telhado simples de amianto em duas águas; as bancadas foram removidas e as esquadrias encontravam-se em péssimo estado de conservação.



Intervenção:

O projeto de restauração da estufa visou à reconstituição de seu aspecto e função originais. Foi construída uma nova cobertura em perfis metálicos e vidro aramado, recuperando-se o lanternim. Parte das esquadrias foi restaurada e as novas foram confeccionadas nos moldes das antigas. O rendilhado de madeira foi recuperado e as bancadas foram reconstruídas com madeira ripada, mantendo-se as bases de cimento existentes. A estrutura da cobertura e as esquadrias receberam pintura de acabamento na cor verde colonial, e as bancadas de madeira foram pintadas em tonalidade branca. O piso interno e a calçada externa foram revestidos com granito cinza corumbá apicoado.









Publicado em 10/05/2013