A Companhia de Ballet da Cidade de Niterói (CBCN) foi fundada em 01 de Março de 1992, pela Prefeitura Municipal da Cidade de Niterói, por iniciativa de um grupo de bailarinos da cidade, que objetivava a existência de um importante núcleo oficial de trabalho para bailarinos, professores, coreógrafos e demais profissionais ligados ao universo da dança.

Foi a sexta companhia pública de dança a ser criada no país e tornou-se reconhecidamente um dos mais importantes centros nacionais de produção contemporânea. Em janeiro de 2012, a Cia foi declarada Bem Cultural de Natureza Imaterial do Estado do Rio de Janeiro e, atualmente, conta em seu quadro artístico com trinta bailarinos aprovados em concursos públicos.

Entre o período de 2011 a 2012, a Companhia de Ballet passou por sérias dificuldades quando, depois de um ato público para expor problemas administrativos e burocráticos da instituição, assim como requerer reinvindicações salariais, teve o contrato com o governo local interrompido, chegando muito perto ser extinta permanentemente. Após diversas negociações e uma reformulação da diretoria do grupo, as partes conseguiram chegar a um acordo e a decisão do então prefeito Jorge Roberto Silveira foi revogada. Em setembro de 2012, o ex-bailarino Pedro Pires assumiu o cargo de diretor da Companhia, com o objetivo de devolver a ela seu lugar de destaque dentro da dança brasileira.

Seguindo a linha contemporânea, a Companhia de Ballet da Cidade de Niterói vem ao longo de sua existência apresentando trabalhos assinados por coreógrafos expressivos do universo da dança, tais como: Rodrigo Moreira, Renato Vieira, Vasco Wellenkamp, Rodrigo Negri, Luis Arrieta, Roberto Oliveira, Rodrigo Pederneiras, Henrique Rodovalho, Luiz Fernando Bongiovanni, Ana Vitória, Jorge Garcia, Clébio Oliveira e André Mesquita, entre outros. O grupo já conta com a realização de aproximadamente 30 espetáculos de extremo reconhecimento no meio artístico e já se apresentou em mais de 60 cidades brasileiras e no exterior, entre elas: Hagen (Alemanha), Montevidéu (Uruguai) e, mais recentemente, Nova Iorque (EUA).







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Museu Antônio Parreiras