Júlia Vargas é uma cantora, percussionista e bailarina nascida em Cabo Frio em 1 de maio de 1989. Foi apadrinhada por ninguém mais, ninguém menos que Milton Nascimento - que assim que a viu cantando, de imediato a convidou para participar de seu show, que aconteceria no dia seguinte. Passeando pelos mais variados gêneros musicais, como Blues, Samba e Regionalismos, entre outros, Júlia apresenta interpretações únicas de novas e velhas canções na sua intensa atividade nas cenas musicais do Rio de Janeiro.

Influenciada pela família, toda ligada à música, Júlia sempre esteve envolvida no meio. É filha de Evandro Terra, cantor e compositor, e Selemar Vargas, maestrina, além de ser neta de Maurílio Santos, trompetista da Orquestra Tabajara durante 37 anos. Mas, apesar do berço musical, o sonho de infância dela era ser bailarina, tendo feito parte de companhias como a do Teatro Municipal (RJ) e a de Deborah Colker. Após uma breve passagem pelo teatro — participou de uma trupe liderada por Oswaldo Montenegro — Júlia embarcou de vez na música.

Em relação à sua carreira musical, integrou as bandas “Giras Gerais”, de Niterói, e “Nó Cego”, de Nova Friburgo. Em 2012, lançou, pelo selo Sony Music nas plataformas digitais, seu primeiro CD solo “Júlia Vargas”. O disco, produzido por Rodrigo Garcia, contou com músicas como “Cabelos molhados” (Ivan Lins), “Coito das araras” (Cátia de França) e “Desabafo” (Cecéu). No mesmo ano, foi vencedora da terceira edição do Festival Nova Música Brasileira.

Em 2013, acompanhou Milton Nascimento em shows pelo Festival Back to Black e, no ano seguinte, o cantor também a chamou para a Turnê do show “Linha de Frete”, em parceria com Criolo. Em 2015, Júlia participou do show em homenagem à Cassia Eller realizado no palco Sunset do festival “Rock in Rio”, ao lado de Filipe Catto.

Lançou, no final de 2015, o CD e DVD “Júlia Vargas & os Barnabés- ao vivo em Niterói”, pelo selo Porangareté e distribuído pela Coqueiro Verde; o show foi gravado pela produtora Avera Filmes, no Teatro Municipal de Niterói. Nas faixas do álbum, mostrou toda sua versatilidade e maturidade ao interpretar clássicos da MPB, canções de novos compositores e músicas garimpadas a partir de sua pesquisa por ritmos regionais e africanos. Apresentou o show de lançamento do álbum no palco do Circo Voardor (RJ).

Ainda em 2015, Júlia também chamou atenção pela parceria com Chico Chico, cantor e compositor carioca, filho de Cássia Eller, e que lançou em 2015 seu primeiro disco. Completado por Rodrigo Garcia, violonista que já tocou com Cássia Eller e que foi o responsável pelo encontro entre Júlia e Chico, o trio realizou uma série de shows no Beco das Garrafas e Casa de Cultura Laura Alvim (RJ), tendo se apresentado também em Minas Gerais e São Paulo.

Participou do disco “Mar azul – Sons de Minas Gerais vol. 1”, com regravações de músicas do cancioneiro do Clube da Esquina, no qual gravou “Canoa Canoa” (Nelson Ângelo e Fernando Brant). Júlia também emocionou nomes como Ivan Lins (de quem ganhou uma música inédita, gravada no primeiro trabalho da cantora) e Alceu Valença (que a convidou para abrir um de seus shows, na Fundição Progresso/RJ).


Crítica
"Júlia Vargas é dona de uma gloriosa voz... nos últimos anos tenho visto poucas cantoras com tanto potencial como o da Júlia, ela vai dar muito o que falar." (Milton Nascimento).

“Júlia Vargas, afirmo com uma certeza absoluta, poderá se tornar uma das mais fortes presenças cantantes desta nova geração de cantoras que vem por aí. De personalidade muito forte, e cuidadosa com seu repertório(o que já é um ótimo sinal), possui um material vocal muito particular e acurado. Júlia sabe se defender,apesar da pouca idade. Indica,claro,uma maturidade precoce, que lhe é muito útil já agora e será muito mais no futuro. Minha cotação pra ela (que já considero uma afilhada) é bonequinho em pé aplaudindo.Podem checar....” (Ivan Lins).

"Júlia mostrou em 2015 que está pronta para ser ouvida e aclamada no Brasil, país de cantoras" (Mauro Ferreira, crítico musical).







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Museu Antônio Parreiras