Ney Ferreira nasceu na década de 60, no Morro do Abacaxi, em Niterói, nos fundos da quadra que leva o nome de sua mãe, Sebastiana Ferreira. Além de autor de sambas-enredos e exímio percussionista, foi conhecido principalmente por ser um dos fundadores da escola de samba Acadêmicos do Cubango – juntamente com Luiz Carlos Ferreira, Dona Denetildes, Tia Lourdes, Mãe Luizinha, Sebastião B. Rosa e Onorio. -, criada em 17 de dezembro de 1959.

A Acadêmicos do Cubango chegou a conquistar quinze títulos de campeã niteroiense, cinco dos quais obtidos consecutivamente. Ney Ferreira atuou como carnavalesco na Escola até 1966 e foi seu primeiro e principal Presidente, chegando a ficar no cargo por mais de 30 anos – de 1961 a 1989 e de 1996 a 1999.

Além de apaixonado pela Cubango, Ney Ferreira era um dos maiores incentivadores do carnaval de Niterói e vice-presidente da União das Escolas de Samba e Blocos Carnavalescos de Niterói, sendo também um dos principais responsáveis pela revitalização dos desfiles das escolas de samba na Rua da Conceição, que voltou a acontecer depois de 13 anos suspensos.

Entre outros, escreveu o enredo “Afoxé é Cortejo, é Ritual, é Festa, Afoxé é Carnaval” para a Cubango, no Carnaval de 2009, ano em que a Escola reeditava o enredo “Afoxé”, de 1979, samba que deu o 10º título à Escola e a ajudou a consolidar seu império no carnaval de Niterói.

Último fundador da Cubango vivo desde a criação da Escola, morreu em 01 de dezembro de 2016, aos 78 anos, de um AVC, no Hospital Estadual Azevedo Lima (Niterói). Seu corpo veio a ser velado no dia 02, quando é comemorado o Dia Nacional do Samba e o centenário de principal gênero musical do país, na quadra da escola que fundou e na qual dedicou tantos anos de sua vida. Após sua morte, a Acadêmicos do Cubango decretou luto oficial de três dias e prestará a ele uma homenagem durante o desfile que contará a história do sambista João Nogueira.






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Museu Antônio Parreiras