Artista plástica, Natali Tubenchlak nasceu em Niterói, RJ, em 1975. Também foi fundadora e sócia do espaço independente Barracão Maravilha – Arte Contemporânea, na Lapa (RJ), que realizou atividades até 2015, e desenvolveu a concepção artística de grandes alegorias de escolas de samba do grupo especial que desfilam no Rio de Janeiro.

Estudou e trabalhou com diversas vertentes do universo das artes plásticas e visuais, incluindo Gravura, Desenho Industrial, Pintura, Marcenaria e Cerâmica, além de ter realizado trabalhos com Animação, chegando a participar do consagrado Festival Anima Mundi.

Além de ter se dedicado significativamente às atividades de Pintura e Escultura, Natali criou diversos projetos através do trabalho com recorte de gravuras, mesclando materiais e técnicas que resultaram em obras únicas. Nestas produções, notadamente influenciada pela estética das histórias em quadrinhos, apresentou cenas inusitadas, reflexivas e até mesmo “polêmicas”, onde personagens e cenários reais e imaginários interagem entre si.

A partir de uma investigação da artista sobre jogos de domínio e resistência ou “pornopolítica”, produziu uma série de gravuras em metal representando essas temáticas em "lambidas" e “chupadas”, através de uma pesquisa e acúmulo de imagens encontradas em revistas pornográficas da década de 1960/1970, produzidas ou em circulação no Brasil no período da ditadura militar.

A partir de 2010, em parceria com o artista Hugo Richard, também integrante do Barracão Maravilha – Arte Contemporânea, passou a realizar o projeto de intervenção urbana “Ambientes Infláveis”. O projeto percorreu diversos centros culturais, cidades e países, entre eles: Museu de Arte Moderna de São Paulo (2010); Galeria TAC (Rio de Janeiro, 2011); Studio 488 e Fase4 (Buenos Aires, Argentina, 2012); Largo das Artes e Casa Daros (Rio de Janeiro, 2013); Galeria Desborde (Bogotá, Colômbia, 2014); Trienal de Sorocaba (São Paulo, 2014); Residência J.A.C.A. Jardim Catarina (Minas Gerais, 2015); Semana de Arte de Londrina (Paraná, 2016).

Mais do que obras de arte, os “Ambientes Infláveis” foram transmitidos em experiências de ocupação e interferência imediata no cotidiano das pessoas que habitam as cidades, através de grandes objetos que interferiam em sua paisagem de acordo com o espaço físico urbano de cada cidade onde foram apresentados.







Publicado em 25/06/2017
Museu Antônio Parreiras