O British Council e o Mac apresentam o gênero mais conhecido da história da arte ocidental, a natureza-morta, que ganha destaque na exposição 'Still Life/Natureza-Morta'. A mostra estreia no sábado, 20 de novembro de 2004, no Museu de Arte Contemporânea de Niterói, e fica aberta para visitações até o dia 27 de fevereiro de 2005.

A mostra lança olhar amplo sobre temas e ideias implícitos no assunto natureza-morta e reúne obras de artistas contemporâneos. São 30 artistas brasileiros e 17 britânicos a mostrar variações da cena cotidiana, impressões que, de tão comuns aos nossos olhos, nem nos chamam mais a atenção.

Propiciando uma nova abordagem sobre o tema, as obras estabelecem, lado a lado, um diálogo entre arte contemporânea britânica e brasileira. O módulo 'Still Life' reúne obras de vários artistas contemporâneos britânicos, incluindo desde os jovens até personalidade como Patrick Caulfield, apresentando, assim, um panorama exuberante através da pintura, gravura, desenho, vídeo, fotografia e escultura. O objetivo dessa exposição é fazer uma mostra integrada à produção de artistas locais, possibilitando discussões e investigações.

Anna Barribal, Christina Mackie, Gary Webb, Jane Simpson entre muitos outros, são os artistas britânicos participantes que expõem um total de 35 obras.

O módulo 'Natureza-Morta' reúne 40 obras em torno dos seguintes temas: recipientes, comida, flores e morte. As obras enfocam o conceito dos objetos ao alcance da mão e incitam a discussão sobre o modo como nos apropriamos desses objetos.

Alex Flemming, Beatriz Milhazes, Iran do Espírito Santo, Nina Moraes, Vicente de Mello, entre outros, são os representantes brasileiros nessa exposição. O jogo realizado pelos artistas a partir do uso de objetos cotidianos, confere à natureza-morta uma potência transformadora.

Natureza morta é isto: tudo o que estiver ao alcance da mão, que fizer parte do dia-a-dia. Uma arte quase arquitetônica, útil, um quase desenho industrial. Katia Canton afirma, no livreto que apresenta a exposição, que a natureza morta é um dos "gêneros mais tradicionais e um dos mais banalizados da história da arte ocidental".

Artistas materializam aquilo que, pela beleza e sensualidade dos traços, poderia estar em qualquer tela. Fazer do objeto banal interessante, como uma lata de sardinha - que parece incrivelmente bela na tela Júlio Schimidt - é uma tarefa que demanda muito mais observação do que a capacidade técnica de reproduzi-la.

Imagem da capa, "Black and White Cafe', Patrick Caulfield, 1972"


Serviço

Exposição 'Still-Life/Natureza Morta'
Visitação: De 20 de novembro de 2004 a 27 de fevereiro de 2005, terça a domingo, das 11h às 18h.
Ingressos: RS4 para estudantes com carteira; R$2 para adultos acima de 60 anos e, para crianças até 7 anos, grátis. Aos sábados, a entrada é franca. O horário de visitação e de terça a domingo, das 11 às 19 horas
Censura: Livre

Museu de Arte Contemporânea de Niterói
End: Mirante da Boa Viagem, s/n, Boa Viagem, Niterói.








Publicado em 15/02/2023

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