De uns tempos para cá, mais precisamente, depois da inauguração do Museu de Arte Contemporânea, obra do renomado Oscar Niemeyer, os niteroienses só têm o que comemorar. Afinal, o MAC Niterói é um dos poucos museus do Brasil, que recebe visitantes de várias partes do mundo, além de servir de imagem para filmes, novelas e comerciais internacionais.

É exatamente nesse clima meio que de "ufanismo" que o museu está comemorando seis anos de atividades. E para não fazer feio, já que é tradição do local trazer os melhores e maiores artistas (no primeiro aniversário, o fotógrafo Magno Mesquita, com trabalhos publicados no "The New York Times" e "Architeture Digest", EUA, e "Construire", Itália, produziu fotografias para vários catálogos, além da parede de abertura), as comemorações prometem esquentar ainda mais o calendário cultural da cidade.

Para tanto, apresenta as mostras intituladas '6 anos de MAC' e 'A recente coleção do MAC', a partir do dia 14, além de promover workshops, edição de catálogos e inaugurar o novo site do museu, que está agora mais ágil e com mais informações.

Mostra 'A recente coleção do MAC'

Ocupando o salão central, a varanda e mezanino, a exposição reúne cerca de 80 trabalhos de 30 artistas, obras inéditas, adquiridas ou doadas à Coleção João Sattamini, que estarão sendo exibidas pela primeira vez no museu. Há também pinturas de Adriano de Aquino, Afonso Tostes, Carlos Scliar, Chico Cunha, Daniel Senise, João Magalhães, Luciano Figueiredo, Luiz Zerbini, Mariana Félix, Niura Belavinha e Victor Arruda; bordados de Jorge Fonseca e Katie van Scherpenberg; desenhos de José Maria Dias da Cruz.

"A recente coleção do MAC Niterói" conta ainda com esculturas de Afonso Tostes, Angela Freiberger, Artur Barrio, Bet Olival, Celeida Tostes, Cristina Salgado, Efraim de Almeida, Farnese de Andrade, Geórgia Kyriakakis, Iole de Freitas, João Carlos Goldberg, Jorge Duarte, Marcos Cardoso e Wanda Pimentel; litogravuras de Mônica Barki; serigrafias de Antônio Manuel e Oscar Niemeyer, xilogravuras de Antônio Dias.

História

O Museu de Arte Contemporânea de Niterói surgiu em 1992, num canteiro de obras do Mirante da Boa Viagem. O arquiteto Oscar Niemeyer imaginou o espaço como um deslumbrante abrigo para a maior coleção do artista João Sattamini.

Hoje, revirando arquivos, é possível acompanhar toda a polêmica gerada na época - o prédio, inicialmente foi edificado para abrigar o acervo de Sattamini. Essa justificativa provocou discussões e chegou a dividir opiniões. Após a obra concluída e a representatividade que teve diante da opinião pública, os ânimos cessaram e o museu acabou despertando admiração e, em especial, o orgulho de todos.

Atualmente é reconhecido por críticos especializados como um dos projetos mais importantes do século XX.

O MAC recebe, atualmente, a maior média de público de todo o Estado - em seis anos já passou de dois milhões e meio de visitantes. Centenas de milhares de pessoas vem de todo o Brasil e do Exterior atraídos pelas formas surpreendentes e gerais de Oscar Niemeyer e para conhecer a produção histórica ou recente da arte contemporânea brasileira.

O museu também recebe produções publicitárias do mundo inteiro; são empresas interessados em associar seis produtos e serviços a imagem desse conjunto arquitetônico.








Publicado em 17/02/2023

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