Comemorando o centenário do músico Luperce Miranda, a pesquisadora Marília Trindade Barboza lança na próxima quinta-feira, 12 de agosto de 2004, a partir das 20 horas, no Solar do Jambeiro, o livro "Luperce Miranda, o Paganini do Bandolim".

A publicação, de 252 páginas com prefácio do bandolinista Hamilton de Holanda, é uma biografia ilustrada com fotos históricas e documentos, com abordagem completa da vida e obra do músico, incluindo informações sobre o contexto sócio-político-econômico no qual brotou e se expandiu o artista.

Durante o lançamento, será inaugurada uma exposição com fotos, instrumentos e objetos que pertenceram a Luperce Miranda, entre eles a "raquete musical", instrumento único no mundo, construído especialmente para desafiar o artista, que era conhecido como um músico que tocava qualquer instrumento de cordas.

Logo após, o Grupo Sarau, formado por Bruno Rian, no bandolim; André Bellieny, no violão 67 cordas; Sergio Prata, no cavaquinho; e Agenor do Pandeiro, homenageia o compositor. No roteiro, entre outros clássicos do choro, "Itapagipe", "Martelando", Picadinho à Baiana", "Querida" e "Reboliço".

Luperce Miranda

Luperce Bezerra Pessoa de Miranda ou Luperce Miranda (Recife, 28 de julho de 1904 — Rio de Janeiro, 5 de abril de 1977) foi um compositor e bandolinista brasileiro de choro.

Em Recife, seu pai montou uma orquestra infantil com os 11 filhos. Assim, desde cedo Luperce aprendeu a tocar bandolim, tendo composto a primeira música aos 15 anos. Também tocava piano e, na juventude, morou no bairro de Marechal Hermes, subúrbio do Rio de Janeiro. Foi pianista de uma confeitaria de Recife.

Na década de 1920 integrou o grupo Turunas da Mauriceia, que foi para o Rio de Janeiro em 1927, provocando a primeira "onda nordestina" que chegou à então capital do país, provocando reações no cenário musical. Luperce não viajou com o grupo, mas teve músicas suas gravadas pelos Turunas no Rio.

Ficou em Recife e montou outro conjunto, o Voz do Sertão, e só então viajou para o Rio. Gravou algumas músicas com o novo grupo até formar, em 1929, o Regional Luperce Miranda, que atuou em rádios e na gravadora Parlophon. Na década de 1930 acompanhou Mário Reis, Carmen Miranda e Francisco Alves.

Nos anos seguintes trabalhou nas rádios Mayrink Veiga e Nacional, até 1937, quando voltou para Pernambuco. De volta ao Rio nos anos 50, gravou discos e excursionou pela Europa. Um dos maiores bandolinistas do país, criou uma escola de música especializada em instrumentos de corda.


SERVIÇO

Lançamento de livro e exposições sobre Luperce Miranda
Data: 12 de agosto de 2004, quinta-feira
Horário: 20h
O valor do livro é de R$30.
Entrada franca
Censura: Livre

Solar do Jambeiro
Rua Presidente Domiciano, 195, São Domingos.
Tel: 2620-1097.





Publicado em 10/05/2021
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