O Teatro Municipal de Niterói apresenta no Sábado, 26 de outubro de 2013, às 20h, o espetáculo "Eu canto samba" de Leila Pinheiro. Neste novo show, a cantora, que gravou inúmeros sambas nos seus quase 20 discos dedicados à MPB, passeia por um repertório de sambas inesquecíveis de criadores como Dorival Caymmi, Almir Guineto, Luiz Carlos da Vila, Paulinho da Viola, Jorge Aragão, Zeca Pagodinho, Dona Ivone Lara, entre tantos outros.

Acompanhada por Mauricio Massunaga (cavaquinho e bandolim), Diogo Cunha (violões), Julio Florindo (baixo elétrico), Quininho e Luiz Augusto (percussões) – jovens bambas arregimentados pelo craque Pretinho da Serrinha, Leila Pinheiro sobe ao palco para homenagear com sua voz e interpretação únicas o mais popular e brasileiro de todos os gêneros musicais. A cantora também interpreta obras primas que fizeram sucesso nas vozes de Clara Nunes, Elis Regina, Roberto Ribeiro e Alcione, por exemplo.

"Meu primeiro grande sucesso foi um samba, "Verde", de Eduardo Gudin e José Carlos Costa Netto, mas mergulhar no gênero dessa maneira, eu nunca tinha feito. Uma coisa é cantar um samba aqui, um ali, outra é produzir um espetáculo apenas com sambas. E além disso, depois de muitos anos me apresentando sozinha, no piano, agora vou cantar cercada de bambas. É uma felicidade."


Leila

A paraense Leila Toscano Pinheiro é cantora, compositora e pianista brasileira. Iniciou-se no estudo de piano aos dez anos e dez anos depois estreou seu primeiro espetáculo como cantora profissional, "Sinal de Partida", realizado no Theatro da Paz, em Belém. Em 1981, mudou-se para o Rio de Janeiro onde gravou o primeiro LP, o independente "Leila Pinheiro", produzido por Raimundo Bittencourt.

Em 1985, Cesar Camargo Mariano a convida para defender "Verde", no Festival dos Festivais, promovido naquele ano pela TV Globo, e desde então não parou mais de fazer sucesso, gravar discos (16 ao todo), promover parcerias, encantar seu público em turnês pelo Brasil e pelo mundo.


Clique para ampliar





O fino do samba, por Nei Lopes

O samba é tudo aquilo que a gente quer que ele seja. Desde que a gente saiba o que ele quer ser. Foi dentro dos princípios contidos nesta afirmação que o samba nasceu simples batuque de umbigada e se tornou o gênero-mãe da música popular brasileira, símbolo indiscutível de nossa identidade musical. Foi assim que, ao longo de quase um século, o gênero gerou subgêneros, estilos, modalidades... E se internacionalizou transmutado em bossa nova. Exagero? Então, conte aí quantas vezes a bossa nova se disse samba: "Samba de uma nota só", "Samba do avião", "Samba em prelúdio", "Samba de verão"...

Leila Pinheiro, talentosa e antenada, sabe disso. E sabe muito bem o que está fazendo quando traz para o palco o creme mais fino do samba (exaltação, de morro, de mesa, de fundo de quintal, de tendinha, de salão elegante, etc.), nas finas elaborações de músicos e poetas atemporais como Almir Guineto, Jorge Aragão, Arlindo Cruz, Ary Barroso, Ataulfo Alves, Cartola, Dorival Caymmi, Elton Medeiros, Herivelto Martins, Herminio Bello de Carvalho, Ivan Lins, Dona Ivone Lara, Martinho da Vila, Paulinho da Viola, Paulo Vanzolini, Zé Kéti e Zeca Pagodinho... Que timaço!

Ela sabe que excluir o samba do grande concerto da MPB é apenas uma bobagenzinha mercadológica. Como sabe também que até o fim da década de 60, "samba" era sinônimo de "música popular brasileira", e que sua cultura e suas possibilidades foram exaltadas em pelo menos treze sambas de Chico Buarque, quatro de Tom Jobim e outros tantos de Caetano Veloso. Leila sabe das coisas! Por isso é ótima vê-la e ouvi-la, agora, no palco, com sua bela voz adornada pelas doces harmonias e altas baixarias de violões, cavaquinho, bandolim, bamboleando nas síncopas de uma percussão escoladíssima.

Nelson Sargento que nos desculpe, mas o samba jamais agonizou. O que ele fez foi se multiplicar – e bem. Estão aí o samba-jazz, o samba-rock, o samba-reggae, o samba-funk que não nos deixam mentir. O samba é tudo aquilo que a gente quer que ele seja. Desde que a gente saiba o que ele quer ser. E Leila Pinheiro, definitivamente, sabe.


Serviço

Leila Pinheiro em "Eu canto samba", música
Data: Sábado, 26 de outubro de 2013
Horário: 20h
Duração: 60 minutos
Ingresso: R$ 60,00 - Comprar
Classificação etária: Livre

Teatro Municipal de Niterói
Rua XV de Novembro 35, Centro
Tel: (21) 2620-1624

Clique para ampliar




Tags:






Publicado em 24/09/2013

Alice Braga e André Camargo cantam clássicos da MPB no Municipal Quarta-feira, 24 de julho
Beth Zalcman homenageia Helena Blavatsky no Municipal Sexta-feira e sábado, 26 e 27 de julho
Sala Carlos Couto apresenta mostra sobre 'La Belle Époque' De 10 de julho a 30 de agosto
Lenda 'Itapuca' no palco do Teatro Municipal João Caetano Leia mais ...
O Theatro Municipal, que já foi Santa Thereza, completa 140 anos Leia mais ...
Com fotos de Magno Mesquita, Niterói é tema de mostra na Carlos Couto Leia mais ...
Clube Dramático Assis Pacheco estreia no Theatro Municipal Leia mais ...
A Grande Reforma do Theatro Municipal, em 1966 Segunda-feira, 02 de maio de 1966
Theatro Municipal será reinaugurado em janeiro Leia mais ...